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Sergipe produz cerâmica às margens do Velho Chico

O artesanato sergipano é vendido em vários pontos de Aracaju e nas cidades interioranas

Carrapicho foi o povoado que originou Santana do São Francisco, cidade sergipana à beira do Rio São Francisco, onde grande parte da população vive da cerâmica. Localizada à margem direita do Velho Chico, a 125 km da capital Aracaju, Santana do São Francisco, é o polo sergipano do artesanato de cerâmica.

Imagens, peças figurativas, utensílios domésticos e vasos decorativos oriundos do barro são vistos por todas as partes da cidade. Nas portas das casas, nas calçadas, nos comércios e em locais coletivos de comercialização. A matéria-prima recolhida das lagoas é misturada à areia do ‘Velho Chico’. Os trabalhadores que desenvolvem essa função são chamados de candangos.

Ao longo de décadas as inovações tecnológicas estão ajudando a suplantar as técnicas mais primitivas do processo de produção do artesanato, desde a aquisição da matéria prima até a venda do mesmo.

Antigamente o processo de produção do artesanato dava-se de forma extrativista e sustentável, pois, a população utilizava os recursos naturais somente para o sustento próprio. Ao se tornar conhecido, o artesanato em argila (barro), tornou-se comercial entre Carrapicho e cidades do Baixo São Francisco como Propriá  e Penedo, no Estado de Alagoas.

Olarias inovam

Algumas olarias passaram a criar uma estrutura organizacional, e inovar todo o processo produtivo, através do uso de motores e de marombas (preparadora de barro), no intuito de acelerar o processo de preparação da argila para a confecção do produto. A produção aumentou e gerou a estabilidade financeira das famílias. Nos últimos anos Santana do São Francisco passou a ser reconhecida, genuinamente, como a capital do artesanato em barro no Estado de Sergipe.

Este artesanato de cerâmica produzido em Santana do São Francisco é vendido para todo o Brasil. Alagoas, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte são os estados que mais importam o artesanato santanense. A arte do ‘Velho Chico’ ganhou simpatia dos cubanos, italianos e franceses, entre outros.

Os principais artesãos do Estado são Beto Pezão, Cachoba, Cristina Francisca Pires, Zé de Flora, Edilson Fortes e Pedro das Pedras, situados em Santana do São Francisco, além de Nem, que desenvolve sua produção em Itabaianinha. Essas mãos talentosas na argila e no barro fazem nascer belas esculturas.

A cerâmica é produzida também em diversas partes do estado, destacando-se os artesãos dos municípios de Simão Dias, que utilizam uma técnica a mão, caracterizada pela rusticidade e Itabaianinha tem o artesão Nem como a maior expressão, com suas peças utilitárias, inspiradas na cultura indígena.

Opções de passeios

O município também oferece opções de passeios para os turistas com belas paisagens, como por exemplo, a Praia do São Francisco, no povoado de Nossa Senhora da Saúde. As praias fluviais locais oferecem uma belíssima paisagem. Há locais para banhos e um enfileirado de bares rústicos que servem o camarão de água doce e a deliciosa traíra assada.

Por ficar às margens do rio São Francisco, o contato com a natureza é muito interessante: as canoas to-to-tó, as seculares lavadeiras à beira-rio e seus cânticos que contam histórias do Velho Chico, as prainhas fluviais. O filme “Espelho D’Água” foi gravado em Santana do São Francisco com o ator Fábio Assunção e grande elenco em meio de casinhas coloridas, a amendoeira no centro do povoado e o rio de azul esverdeado.

Fonte: Biblioteca IBGE (Cédito/Baixaki)

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