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Policiais paralisam delegacias plantonistas de Sergipe

Os policiais protestam em frente à delegacia plantonista

Os policiais civis de Sergipe paralisaram as atividades de cinco plantonistas do estado por 12 horas. O movimento paredista começou no início da noite desta terça-feira (11), após ter sido aprovado em assembleias promovidas pelos delegados, agentes e PMs. Os policiais e bombeiros militares apoiaram a ação dos colegas civis. A mobilização visa pressionar o governo Belivaldo Chagas a atender as pautas das carreiras da Segurança Pública.

Além da paralisação, as entidades sindicais e associativas que compõem o Movimento Polícia Unida aprovaram em assembleias: o estado permanente de mobilização, a realização de uma caminhada em direção ao Palácio dos Despachos, com objetivo de cobrar respostas do Governo; e a deflagração de Operação Padrão.

Após um ano e cinco meses aguardando uma contraproposta do governo de Sergipe sobre o pagamento do adicional de periculosidade e a reposição inflacionária, e, mais recentemente, projetos de reestruturação das carreiras, os policiais não encontraram alternativa a não ser aprovar essas medidas mais enérgicas.

“Estamos há quase um ano e meio tentando negociar, mas a disposição sempre existiu apenas de um dos lados. O Governo não mostrou disposição em negociar, sempre empurrando o tempo. Culminou que agora em 2022, havia a expectativa de, pelo menos, a aprovação de uma recomposição inflacionária, mas nem isso aconteceu. A categoria, que estava revoltada, se revoltou ainda mais e, por isso, aprovou esses pontos”, explica o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Isaque Cangussu.

Sem atendimento

A paralisação dos plantões das Delegacias Plantonistas da capital (Central de Flagrantes e DAGV) e do interior resultaram na falta de atendimentos de ocorrências, lavratura de flagrantes e registros de B.O. durante esta noite. “É salutar que o Governo relembre a importância dos policiais e bombeiros para a sociedade”, completa o delegado Isaque Cangussu.

Com a Operação Padrão, os profissionais deverão obedecer a uma cartilha que prevê diversos pontos, entre eles: conduzir viaturas apenas que atendam aos requisitos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e que tenham condições ideais de tráfego; não realizar patrulhamento, diligência ou atendimento de ocorrência com menos de três policiais na viatura; e não participar de operações fora do horário de expediente.

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