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Não se compra quase nada com R$ 1

Poe R$ 2 ainda se compra alguma coisa, mas com R$ 1 é muito difícil

A carestia tem deixado os consumidores agonizados, pois o dinheiro que dispõem nem sempre é suficiente para comprar o que se deseja. Reportagem do jornal Tribuna da Bahia sobre e inflação se enquadra perfeitamente às realidade dos sergipanos. Por isso, o destraquenoticias.com.br reprodiz a seguir o texto do jornal baiano sobre a desvalorização de nossa moeda:

Quem faz compras atualmente percebe o quanto é necessário fazer prática da pesquisa e pacientemente procurar os produtos que melhor caibam no bolso. E não é por menos, afinal os preços subiram, atingindo diretamente o bolso do consumidor, que, sem muita escolha, acaba optando entre gastar mais pelo mesmo produto, ou abdicar deste por outro mais barato.

Gasta muita sola de sapato quem sair por aí à procura de produtos que custam R$ 1 ou até R$ 2. Existe uma pequena variedade de itens nestes valores. Nem mesmo os utensílios da Cesta Básica podem ser adquiridos. Se sair um pouco do mercado, e for para outros setores mais específicos como os itens para construção, papelaria e informática, a variedade do que se pode levar pra casa é ainda menor.

Quem passa pelo supermercado para compras dos itens mais básicos da cozinha, pode até adquirir um pacote de 1 kg de arroz por R$ 2,18, mas certamente não conseguirá levar o feijão, que chega a custar R$ 3. Carnes e verduras basicamente nem passam pelo prato básico do almoço, já que estão bem mais valorizados. Por R$ 1 ainda se consegue levar sal e macarrão instantâneo.

E quem quer algo para beber, só pode contar com os sucos em caixa de 200 ml, ou por refrigerantes em lata, que ainda consegue se encontrar nas prateleiras por R$ 1,89, ou apelar para os refrescos artificiais, cujos pacotes custam, em média R$ 0,90. Frutas que poderiam render o suco natural, como a laranja, custam R$ 2,69, o quilo, e até mesmo o famoso “preço de banana”, não chega a ser tão barato quanto o antigo ditado indica, sendo ofertado por R$ 3,49.

Já para os produtos de higiene pessoal, os únicos que se salvam são o creme dental de algumas marcas, em tubos menores, custando menos que R$ 2. As escovas, por outro lado, nem poderiam ser adquiridas já que estão acima deste valor. Itens para banho também não são favorecidos, afinal, os xampus e condicionadores mais baratos não custam menos que R$ 4. Neste caso o único item que poderia ser adquirido seria mesmo o sabonete, onde as unidades podem ainda ser encontradas por preços inferiores a R$ 1.

Consumidor deve pesquisar

Saindo um pouco dos supermercados, outros segmentos do comércio também trabalham com poucos itens ofertados por um valor, que, para tempos recentes, chega a ser “simbólico”. Nas lojas de materiais de construção, a lista de produtos se restringe aos bocais com rabicho (que, em promoção, custam R$ 2), pontas cegas (R$ 1,80), tampinhas para lavatório (R$ 1), conexões para caneleta (R$ 0,70), abraçadeiras de nylon (de R$ 0,20 a R$ 0,50, a depender do tamanho) e plafons de energia (R$ 1,90).

Já nos estabelecimentos que trabalham com papelaria e informática, apenas alguns utensílios podem ser adquiridos, a exemplo de canetas e lápis (R$ 1), borracha (R$ 0,50), corretivos (R$ 1,50), régua (R$ 0,90), blocos de lembrete (R$ 2), e cola (R$ 0,90). Em relação aos itens de informática, o único produto que se safou foram os conectores (R$, 0,80), já que até as famosas mídias de CD e DVD com valor inferior a R$ 2, estão se tornando raras, e apenas os pequenos estabelecimentos de bairro ainda trabalham com um valor tão pequeno.

Segundo explica o educador financeiro Carlos Fraga, o aumento dos preços é um fator relacionado diretamente com a inflação, assim como a desvalorização do Real, em frente a outras moedas, como o Dólar. Por conta do desalinhamento da economia. Entre alguns desses produtos, também há componentes importados que acabam por encarecer conforme a moeda americana também se valoriza. “Se antes, a classe média era a parcela da população que mais notava o aumento de preços, hoje essa parcela já se estende às classes C e D, no qual se comprova que existe realmente uma alta de preços”, avaliou.

Para driblar o aumento constante, o educador financeiro recomenda paciência para que o consumidor faça mais pesquisas, a fim de colocar no carrinho de compras apenas aqueles produtos que não irão pesar no orçamento, após passar pela caixa registradora. “É preciso que o consumidor faça as contas, observando o mesmo produto em outros estabelecimentos, e comparando também com outras marcas. O objetivo é fazer as compras sem o perigo de gastar mais do que o orçamento doméstico agüenta”, explicou.

Fonte: Tribuna da Bahia (Crédito/Ramildo de Jesus)

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