

Para quem professa as religiões de matriz africana esta quinta-feira (23) é dia de Ogum. No sincretismo religioso, ele é associado a São Jorge, o santo guerreiro do catolicismo, motivo pelo qual a data celebra ambas as divindades. Considerado soldado, guardião, e patrono dos exércitos por representa a luta e a vitória, Ogum é um dos Orixás mais queridos da Umbanda. Sua saudação é “Ogunhê, Meu Pai”. Em Aracaju seus devotos se reúnem no Abassá São Jorge, localizado no bairro América e comandado por Mãe Marizete.
Na mitologia Iorubá, Ogum tem um temperamento colérico, com muita força e energia de guerra. Ele é filho do Rei de Ifé Odudua e, a seu mando, destruiu muitas cidades, degolou o rei de Irê e tornou-se rei daquela cidade. Outros itãs (histórias) contam que ele nega a coroa de Ifé. Ogum domina o segredo do ferro e é responsável pela criação das armas (facas, espadas) e instrumentos agrícolas (enxada, foice, pá, arado, rastelo, etc.) Ensina agricultura aos homens e é poderoso guardião das estradas e vencedor de demandas espirituais.
Oferendas e Saudação
A cor de Ogum na Umbanda é o vermelho e branco, no Candomblé é o azul escuro. Seu dia da semana é terça-feira. Suas ervas mais conhecidas são a Espada de São Jorge e Comigo-Ninguém-Pode. A espada é seu principal símbolo. Suas oferendas são o inhame e o feijão preto. Muitos templos fazem a famosa Feijoada de Ogum anualmente para homenageá-lo.
Fonte: Santuario de Umbanda (Foto: Divulgação)