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Da sucessão na Segurança Pública

Por Marcelo Rocha *

Há algo em torno de duas semanas, a segurança pública virou um dos assuntos principais nas rodas de conversa política do nosso estado. Isso, devido ao (provável) desgaste na relação entre o Secretário de Segurança e o Comandante Geral da Polícia.

Segundo o Coordenador do GTA (grupamento tático aéreo), em programa de rádio matutino na semana que passou, o motivo do desgaste estaria relacionado à uma ordem de voo.

Qualquer breve exercício de reflexão – coisa complexa hoje –questionará um episódio tão pequeno ser capaz de causar tanto estrago. Alguns acreditam outros não. Mas ninguém pode afirmar, exceto as partes envolvidas… Isso é assunto pra outra conversa.

A repercussão disso na imprensa, nos brindou com movimentos diversos nos vários segmentos da notícia, que muito nos chama a atenção. E somente tomando como espectro os fatos da semana que passou. Vejamos alguns.

De início, colocou-se que a cúpula da SSP seria trocada – Secretário, Comandante da PM e da PC.  Nesse diapasão, chamou a atenção o modo como um radialista passou a noticiar sobre o tema. Ele disse de modo categórico o nome daquele que afirmava ser o novo comandante geral da PM, mas, ao mesmo tempo em que afirmava  já saber  o nome do novo secretário de segurança e do novo superintendente da polícia civil, negava-se a declinar esses dois nomes para não “queimá-los”!

Ora cara pálida, se dizer o nome dos novos secretário segurança e superintendente da polícia civil significaria queimá-los, ao dizer o nome, com toda ênfase possível, do novo comandante da polícia militar não se trata de queimá-lo?

Sinceramente, não é possível que se brinque tanto assim com a inteligência alheia. Ou ao menos, com a de nós policiais militares de Sergipe.

Em outra matéria, publicada em outro veículo, foi publicado o perfil de 4 coronéis dentre os quais, segundo a matéria, há de sair o novel comandante geral da PMSE. O interessante nisso, é que a PMSE possui mais de uma dezena coronéis aptos a comandar a corporação, tornando estranha essa delimitação da escolha dentre 4, apenas. Creio haver faltado por parte da imprensa, nesse caso, respeito para os demais coronéis da PMSE.

Tanto que, posteriormente, no domingo, houve uma resposta para essa matéria, trazendo um perfil de não apenas 4, mas de 12 coronéis.

Ainda assim, na lista de links ao final dessa outra notícia, havia um atalho chamando uma enquete acerca do novo nome a ser alçado ao comando da PM e, mais uma vez, repetindo o erro da primeira notícia, a enquete somente relaciona 4 nomes de coronéis e elenca todos os demais sob  o título de “outros coronéis”. Lamentável.

O meu sincero respeito aos Coronéis da PMSE – homens e mulheres responsáveis pelos destinos da instituição – que não merecem (como nenhum outro PM, nesse tipo de situação) ser elencados como “outros coronéis”.

E fica a pergunta: como é possível aferir a aceitação individualizada de todos os “outros coronéis” na enquete?

* Marcelo Rocha é Capitão da Polícia Militar de Sergipe

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