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CTB Sergipe fará protesto em frente da AlmavivA

No dia 24 de junho, a jovem Bárbara Monique Soares de Sousa, 26 anos, desempenhava suas atividades na empresa AlmavivA quando passou mal e morreu. Nesta sexta-feira (24), um mês após a morte prematura da trabalhadora, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE) e sindicatos filiados farão um ato na frente da empresa de call center, às 7 horas.

A direção da entidade cobra a investigação da morte da jovem uma vez que a AlmavivA tem sido constantemente denunciada por práticas abusivas e desrespeito aos direitos trabalhistas. Quando Bárbara morreu, colegas afirmaram que a jovem vinha sendo submetida a uma jornada de trabalho exaustiva.

Desde que chegou a Sergipe, a empresa acumula um histórico de desrespeito aos direitos dos trabalhadores. A AlmavivA é a terceira no Estado no ranking das empresas com maior número de ações trabalhistas, de acordo com levantamento do Conselho Superior de Justiça do Trabalho (CSJT), divulgado em dezembro de 2014.

Apuração 

Diante desses fatos, a direção da CTB/SE protocolou dois documentos na Procuradoria Regional do Trabalho da 20ª Região, solicitando uma audiência e requerendo a apuração e a responsabilidade da empresa na morte da jovem e nos abusos cometidos contra todos os trabalhadores.

Nesses documentos, a CTB/SE argumenta que a AlmavivA tem sido “alvo de violação da legislação trabalhista, caracterizado pela precarização do trabalho, jornada de trabalho extenuante, assédio moral e desrespeito à segurança e saúde do trabalhador”.

A CTB/SE ressalta ainda que “um fato marcante que demonstra a prática de ações que beiram ao trabalho escravo ocorreu no dia 24 com a morte prematura de Bárbara” e, por isso, requer a “apuração desses fatos para impedir a continuidade dessa conduta lesiva”.

Escravo

Edival Góes, presidente da CTB/SE, enfatiza que a entidade é favorável à abertura de novas empresas no Estado e à geração de emprego, mas não pode ser conivente com ações patronais que desrespeitam os direitos dos trabalhadores.

“Nós repudiamos toda a prática lesiva aos trabalhadores. Não podemos aceitar o assédio moral, a jornada exaustiva de trabalho e a precarização. Não dá para uma empresa auferir lucros tratando os trabalhadores como se fossem escravos”, disse.

 

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