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Acidentes de trânsito sofrem redução de 32% em Sergipe

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Sergipe registrou uma redução de 32% no número de acidentes de trânsito entre os anos de 2012 e 2016. É o que aponta estudo realizado pela Gerência de Informações e Estatísticas da Diretoria de Planejamento da Secretaria Estadual da Saúde. Segundo Eliane Nascimento, coordenadora da Gerência, além de provocar enormes custos sociais “para indivíduos, famílias e comunidades, os acidentes representam uma sobrecarga pesada aos serviços de saúde. Tanto que, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), esse problema se tornou endêmico, em razão do número de vítimas e da magnitude das sequelas corporais e emocionais causadas pelas ocorrências.

O estudo mostra que em 2012, o total de acidentes de trânsito em Sergipe foi de 6.791, sendo registrados 1.672 nas rodovias federais e 5.119 nas estaduais. Já em 2016, ocorreram 763sinistros nas rodovias federais e 1.352 nas estaduais, totalizando 2.115. Esses números também estão relacionados à redução de 26,41% das ocorrências registradas nas vias estaduais, bem como de 45,64% nas estradas federais.  Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) colocam os acidentes de trânsito como a nona causa de morte no planeta, representando o equivalente a 1,3 milhão de mortes por ano. O estudo da OMS, feito em 2009, também destaca que entre os sobreviventes, aproximadamente, 50 milhões ficam com sequelas.

De acordo com Vinícius Vilela, coordenador do pronto socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior hospital público do estado, a unidade manteve entre janeiro e setembro dos últimos dois anos a média de 600 atendimentos aos pacientes vítimas de acidentes automobilísticos.  Para ele, a maior parte dos casos atendidos na Rede Estadual de Saúde, relacionados a essas ocorrências, poderiam ser evitados mediante uso de cinto de segurança e ausência de ingestão de bebidas alcoólicas ao volante.

“Atualmente, o Huse atende a cada mês, em média, 73 vítimas desses acidentes. Os casos mais comuns repercutem em traumatismo cranioencefálico, bem como em fratura de costela e de fêmur. Esses pacientes chegam a permanecer no hospital por 30 dias, chegando a 60 quando em situação de fratura de coluna ou em caso de problemas neurológicos, o que implica em contarmos com recursos externos para essa assistência. Consideramos que a maior parte desses casos poderiam ser evitados, caso os cidadãos respeitassem os critérios relacionados à educação no trânsito. Para o Estado, os custos evitáveis são grandes e contabilizados desde o deslocamento de uma viatura do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência], até os procedimentos de urgência feitos no Huse, considerando até mesmo a realização de mais de um procedimento cirúrgico, o tratamento das sequelas adquiridas e o próprio afastamento do cidadão vitimado das suas atividades trabalhistas”, destacou Vilela.

A observação comparativa entre os anos de 2012 e 2016, a partir dos acidentes de trânsito no território sergipano, torna evidente a mudança do cenário de forma positiva com redução significativa das ocorrências em nove municípios. Mesmo concentrando a maioria dos acidentes de trânsito ocorridos no intervalo de quatro anos, a região de saúde de Aracaju, que envolve os municípios de São Cristóvão, Itaporanga D’ Ajuda, Laranjeiras e Barra dos Coqueiros, reduziu em 75,79% as ocorrências, totalizando, no ano de 2012, 4.242 acidentes, e em 2016, 1.027 acidentes. O número de municípios que não apresentaram nenhum acidente aumentou para 18 em 2016, com destaque para os municípios de Pirambu e Neopólis onde havia ocorrido, respectivamente, oito e seis acidentes de trânsito em 2012.

Fonte; Ascom/SES

 

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