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Para iludir eleitores, partidos tiram P do nome

A maioria vai tirar o P de partido, alguns já tiveram o aval positivo do Tribunal Superior Eleitoral

Sabendo que a maioria absoluta dos eleitores, 95% segundo pesquisas, não se sentem representados pelos atuais partidos políticos, os dirigentes tiveram uma ideia genial. Em vez de mudar estatutos, as velhas agremiações, com as mesmas lideranças, pretendem mudar o nome. A maioria vai tirar o P de partido, alguns já tiveram o aval positivo do Tribunal Superior Eleitoral. A ideia simples, pretende atrair novos eleitores e tenta fugir da ira do eleitorado que está de saco cheio com os políticos tradicionais.

Em 2018, o “Avante”, “Podemos”, e o “Livres” poderão estar ao lado, ou disputando espaço com a “Arena” e acredite, do novo “MDB”. Hoje, são 35 partidos com registro no TSE e outros 46 estão em formação. Tem ainda a reforma política que está em curso no congresso, e deve favorecer quem já detém mandato eletivo. Não serão exatamente siglas novas, com novos programas, mas os dirigentes acreditam em uma grande renovação política no ano que vem.

O PTN já virou Podemos, a sigla não é de direita e nem de esquerda e a inspiração veio do “yes, we can”, de Barack Obama. O PTdoB, que tem como uma das suas lideranças o ex-petista Cândido Vaccarezza, passará a se chamar Avante. Os dirigentes querem mesmo é tirar o “PT” do nome, para melhorar a performance nas eleições de 2018. O Partido Social Liberal (PSL) passará a se chamar Livres.

A volta do MDB

Outro que pretende mudar de nome, acreditem, é o PMDB. A ideia é voltar a ser chamado de Movimento Democrático Brasileiro, o antigo MDB. Os peemedebistas são os mais afetados pelas delações premiadas e denúncias da operação Lava Jato e pelo podridão descoberta no Governo Fluminense, onde as principais lideranças nacionais estão envolvidas em denúncias. O PMDB se formou pela oposição aos governos militares, do doutor Ulysses Guimarães e agora pretende voltar às origens, pelo menos no nome.

Seguindo a tendência, após consultas a deputados, senadores e dirigentes estaduais, o Partido Progressista (PP), também trocará de nome. Isso não é novidade para os correligionários, a antiga Arena, que foi base dos Governos Militares, passou a ser chamado de PDS na década de 80, depois PPB, PPR e passará a se chamar só  Progressistas. Lógico que a ideia do presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, que apoiou Lula, Dilma e Temer é continuar no poder e sair dos noticiários que envolvem o partido na Lava Jato.

O Partido da Frente Liberal (PFL), mudou para Democratas em 2007, muito antes da crise de representação política que está em curso. O DEM, como é mais conhecido perdeu espaço na oposição, se agarrou ao Governo Temer e Comanda a Câmara dos Deputados, pensa em mudar de nome novamente. O Solidariedade aboliu o termo partido em 2013, agora se diz um movimento. O SD, foi criado nas estruturas da Força Sindical, o segundo maior sindicato do Brasil. O mentor, deputado Paulinho da Força responde inquérito no STF depois de ser delatado por executivos da Odebrecht.

“Apagar” o passado

Na prática, essa onda de mudanças, servem para só para tentar “apagar” o passado, mas lideranças e ideologias continuam as mesmas. Por isso, outra lideranças como o deputado cassado Valdemar Costa Neto (ex-Partido da República, o PR), condenado no mensalão e investigado na Operação Lava Jato, está criando um novo partido, o Muda Brasil. A nova legenda, tem diversos nomes ligados ao PR. O ex-parlamentar, condenado por lavagem de dinheiro e por corrupção, ainda tem grande ascensão sobre seus correligionários.

O Novo, que não aceita dinheiro do Fundo Partidário e a Rede Sustentabilidade, da  presidenciável Marina Silva foram fundados em 2015. Já o nanico Partido Ecológico Nacional (PEN), vai mudar de nome por exigência do deputado Jair Messias Bolsonaro, do PSC. O presidenciável, está em segundo colocado nas pesquisas, só aceita se filiar se o PEN virar Patriotas. Para ele, “não pega bem”, ter a palavra “ecológico” no nome. Há aqueles, que acreditam que não pega bem é ter a palavra “Partido”, no nome do partido.

Por Alexandre Salvador, do Portal OBV.com.br (Charge do Benett, da Folha de S.Paulo)

 

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