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Morte de Lampião lembrada com missa

Acontece nesta terça-feira (28) a já tradicional Missa do Cangaço, realizada visando homenagear Virgulino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como “Lampião”, e sua companheira “Maria Bonita”. A iniciativa, que está na 18ª edição, acontece no Monumento Natural Grota do Angico, entre os municípios sergipanos de Poço Redondo e Canindé de São Francisco.

O local da missa não foi escolhido à toa. Segundo explica o superintendente de Biodiversidade e Florestas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Carlos Matheus, a área que hoje abriga a unidade de conservação ambiental serviu de refúgio para o Rei do Cangaço e o seu bando. “Além de refúgio, foi, também, o local onde Lampião, sua mulher, Maria Bonita, e outros nove cangaceiros foram mortos em 1938”, lembra o superintendente.

A Missa do Cangaço é organizada pela Sociedade do Cangaço e conta com o apoio de parceiros, como a Semarh, MFTur, Sebrae, Secretaria do Esporte e Lazer, e o Colégio Purificação. Para a neta do homenageado, Vera Ferreira, esta é um oportunidade de estimular o interesse pela história. “É um modo de lançar sementes e perpetuar uma história que faz parte da nossa cultura. É também, um meio de estimular o interesse e cuidado com a caatinga, um bioma brasileiro”, disse.

Além da missa, acontecerá a apresentação do Grupo de Xaxado, Pisada de Lampião, que é da cidade de Poço Redondo e homenageia o Rei do Cangaço, através do vestuário e das músicas típicas do cangaço.

Quem foi 

Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente pelo apelido de Lampião, foi o principal e mais conhecido cangaceiro brasileiro. Nasceu na cidade de Serra Talhada (PE) em 7 de julho de 1898 e faleceu em Poço Redondo (SE) em 28 de julho de 1938. Ficou conhecido como o “rei do Cangaço”.

Biografia resumida:

– Nasceu numa família de classe média baixa.

– Trabalhou com o pai, na infância e parte da adolescência, cuidando de gado.

– Trabalhou também com transporte de mercadorias em longa distância, utilizando burros como meio de transporte de carga.

– Envolveu-se em brigas familiares na juventude e entrou para um bando de cangaceiros para vingar a morte do pai.

– Em 1922, passou a comandar um bando de cangaceiros.

– Em 1923, seu bando efetuou assalto a casa da baronesa de Água Branca (AL).

– Em junho de 1927, Lampião comandou seus homens na fracassada tentativa de tomar a cidade de Mossoró (RN). Chegaram nesta ocasião a sequestrar o coronel Antônio Gurgel.

– Na década de 1930, Lampião e seu bando passou a ser procurado por policiais de vários estados do Nordeste. O bando passou a viver de saques a fazendas e doações forçadas de comerciantes.

– Em 1930, conheceu Maria Déia (Maria Bonita) que ingressou no bando, tornando-se mulher de Lampião. Em 1932 nasceu a filha do casal, Expedita Ferreira.

– Em 27 de julho de 1938, Lampião e vários cangaceiros do bando estavam na fazenda Angicos, sertão de Sergipe, quando foram mortos por policiais da volante do tenente João Bezerra.

Curiosidades:

– Lampião também trabalhou, até os 20 anos de idade, como artesão.

– Lampião, ao contrário da maioria dos cangaceiros da época, era alfabetizado.

– Existem várias lendas que explicam a origem do apelido “Lampião”. Uma das mais conhecidas diz que seus companheiros de cangaço deram esse apelido, pois ele atirava tão rápido (como se fossse uma metralhadora) que a ponta de seu fuzil ficava vermelha, parecendo um lampião.

– Lampião apresentava problema de visão e, por isso, usava óculos para leitura.

 (Fonte: Sua Pesquisa.Com)

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