

Com a chegada dos festejos juninos, os mercados centrais de Aracaju já registram aumento na circulação de consumidores em busca dos produtos que tradicionalmente compõem o São João sergipano. Entre barracas de milho, amendoim, licores, chapéus de palha, sandálias de couro e artigos de decoração, comerciantes comemoram o aquecimento das vendas e renovam as expectativas para um dos períodos mais importantes do ano para a economia local.
No Mercado Maria Virgínia Leite Franco, a procura por ingredientes típicos das festas juninas cresceu nas últimas semanas. O vendedor Luiz Carlos afirma que milho, amendoim e licor seguem entre os itens mais procurados pelos consumidores, mesmo diante da redução da oferta de alguns produtos.
Segundo ele, as chuvas registradas nos últimos meses impactaram a produção e diminuíram a quantidade de milho disponível no mercado, contribuindo para a elevação dos preços. Ainda assim, a demanda permanece aquecida.
“Milho, licor e amendoim são os campeões de venda. Não existe mesa de São João sem essas três coisas”, destacou o comerciante, que também produz licores artesanais de sabores como mangaba, tamarindo e jabuticaba.
Além das comidas típicas, os artigos juninos também impulsionam a movimentação nos mercados municipais. Na Casa de Taipa Artesanato, a comerciante Elisabete Vieira, conhecida como Bete, conta que o aumento da procura começou ainda na segunda quinzena de maio, refletindo diretamente nas vendas de itens decorativos e acessórios utilizados nos festejos.
“Nesse período, os produtos mais procurados são bandeirolas, balões decorativos, sandálias de couro e acessórios juninos. A chegada dos turistas também contribui para aumentar bastante o movimento no mercado”, explicou.
Para Bete, o São João representa um dos momentos mais aguardados pelos comerciantes. “É um divisor de águas. Passamos o ano inteiro esperando esse período, que fortalece as vendas e ajuda a melhorar a renda de quem trabalha aqui”, afirmou.
No Mercado Antônio Franco, a comerciante Helena Jurema também aposta no crescimento da procura ao longo de junho. Há 25 anos atuando no segmento de artesanato, ela comercializa chapéus, vestidos juninos, sandálias de couro e diversos acessórios típicos.
“As roupas juninas e os chapéus são os itens mais procurados nessa época. Junho é o mês que mais movimenta as vendas, porque as pessoas querem se preparar para os festejos e celebrar a tradição”, ressaltou.
A tapioqueira Ana Carla Almeida também vê no período junino uma oportunidade para ampliar a renda e impulsionar os negócios. Com expectativa positiva para este ano, ela acredita que o aumento no fluxo de visitantes e consumidores deve fortalecer ainda mais a economia local.
“Estamos preparados para receber os clientes e confiantes em um bom período de vendas. O São João sempre movimenta a economia e atrai muitas pessoas em busca dos produtos típicos da nossa cultura”, afirmou.
Mais do que centros de comércio, os mercados municipais se consolidam como espaços de preservação das tradições culturais sergipanas durante o ciclo junino. Ao reunir moradores e turistas em torno dos sabores, cores e costumes característicos da época, esses equipamentos contribuem para fortalecer a economia popular e manter viva uma das manifestações culturais mais importantes do estado.
Fonte e fotos: Secom/PMA