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Câmara de Aracaju rejeita Estatuto do Pedestre

Vereador Lucas Aribé afirma que o pedestre tem sido esquecido reiteradas vezes em Aracaju

A Câmara Municipal de Aracaju rejeitou, nesta terça-feira, o Projeto de Lei Complementar prevendo a criação do Estatuto do Pedestre. Em tramitação desde 2017, a propositura possui dispositivos para adequar a capital sergipana às diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012). “A finalidade é contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições de segurança nos deslocamentos das pessoas”, revela o vereador Lucas Aribé (PSB), um dos autores do Projeto rejeitado.

“O pedestre tem sido esquecido reiteradas vezes em nossa cidade. Ao votarem contra, alguns dos meus colegas retiraram o cidadão que se locomove a pé do centro das decisões políticas apenas para satisfazer aos interesses do prefeito”, reclama Lucas. Segundo ele, “os votos contrários, motivados por paixões políticas, não me atingiram enquanto líder da oposição, mas aos mais de 650 mil aracajuanos que não terão assegurada a equidade no uso do espaço público”.

A outra autora do projeto rejeitado é a ex-vereadora e hoje deputada estadual Kitty Lima (Cidadania). Ela revelou que a postura da bancada governista na Câmara configura um retrocesso para o desenvolvimento urbano saudável de Aracaju. “Além da regularização das calçadas e da sinalização própria, o projeto prevê que a iluminação pública esteja voltada ao pedestre e não apenas aos carros. Com a rejeição da matéria, as pessoas, particularmente aquelas com deficiência ou mobilidade reduzida, não terão segurança para se deslocar a pé”, atesta Kitty.

Crédito/CMA)

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