
O Nordeste começa a ganhar um novo capítulo na corrida mundial pelas terras raras, minerais considerados estratégicos para tecnologias avançadas, transição energética e indústria de alta tecnologia. Em Sergipe, pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) estudam granitos do Alto Sertão em busca de minerais capazes de concentrar esses elementos.
A princípio, a pesquisa se concentra em uma faixa que parte de Nossa Senhora da Glória, passa por Poço Redondo e chega a Canindé de São Francisco. Nesse território, os pesquisadores mapeiam grandes corpos de granito, coletam amostras e analisam a composição das rochas para identificar concentrações de minerais de interesse econômico.
O trabalho já avançou além da simples identificação geológica. Segundo a UFS, os estudos realizados ao longo de aproximadamente dez anos permitiram localizar ocorrências e agora buscam dimensionar o potencial econômico dessas formações.
Neodímio é o alvo
Um dos principais alvos da pesquisa é o neodímio, elemento utilizado na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho. Esses componentes aparecem em equipamentos tecnológicos e ganham importância com o avanço de veículos elétricos, sistemas de geração de energia e outras tecnologias.
Entretanto, além do neodímio, os pesquisadores da UFS investigam a presença de outros elementos estratégicos, como nióbio, tântalo, urânio e zircônio. Entretanto, a existência de minerais em uma rocha ainda não significa que exista uma jazida economicamente explorável.
Por isso, a equipe precisa determinar quantidade, concentração, tecnologia de recuperação e custo de exploração antes de avaliar uma eventual atividade mineral. Sendo assim, a própria pesquisa estima que o caminho entre a descoberta e uma mina em funcionamento normalmente leva de 10 a 15 anos.
Fonte: Site NE9 (Foto: UFS)