
Boa parte dos petistas de Sergipe não passará nem por perto da convenção unificada do PSD do governador Fábio Mitidieri, do PT do senador Rogério Cavalho, do União Brasil de André Moura e companhia limitada. A decisão de não comparecer ao evento, agendado para a próxima quarta-feira (5), em Aracaju, foi tomada durante reunião da tendência petista Articulação de Esquerda (AE): “A nossa presença na convenção seria uma traição aos professores e professoras que, por sinal, podem declarar greve na próxima assembleia da categoria”, explica o professor Dudu (PT), pré-candidato a deputado estadual.
Reunidos nesse sábado (1º), os integrantes da Articulação de Esquerda deliberaram que “se a relação do governo Mitidieri fosse respeitosa com os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público estadual, já seria difícil a nossa presença por conta da sua política neoliberal entreguista do patrimônio público (DESO); da entrega da gestão dos hospitais ao setor privado; da transformação da educação em laboratório de práticas pedagógicas nocivas que afunila às chances dos estudantes chegarem as universidades públicas”, revela a AE.
Os dissidentes do PT sergipano acusam o governo Mitidieri de desprezar a capacidade de a Universidade Federal de Sergipe produzir projetos de qualidade para a educação básica, “confunde violência contra os pobres, pretos e periféricos com segurança pública etc. É perceptível que a escola pública estadual nesse governo está a serviço dos interesses políticos de Zezinho Sobral [vice-governador e pré-candidato a deputado estadual pelo PSB] e não dos estudantes”, frisa.
Unido à direita
De acordo com o professor Dudu, o palanque da convenção que homologará as candidaturas à reeleição de Fábio Mitidieri e Rogério Carvalho “estará contaminado pela direita que historicamente atacou o PT, a exemplo de André Moura. Recentemente o governo, ao invés de pagar o que deve ao Magistério, solicitou autorização do Supremo Tribunal Federal para dar calote nos professores e professoras”, conclui.