

A Arquidiocese de Aracaju divulgou uma nota oficial após a grande repercussão em torno da iniciação do padre Gilvan José de Carvalho na Maçonaria. Segundo o site Grande Oriente do Brasil, a cerimônia de ingresso do reverendo aconteceu, dia 13 último, na Loja Maçônica da cidade de Itabaiana (SE), “reunindo irmãos e autoridades maçônicas em um momento marcado pela emoção, fraternidade e pelo fortalecimento dos princípios de liberdade de consciência, diálogo e união entre homens de boa vontade”.
Sem citar a Maçonaria, a nota oficial da Arquidiocese de Aracaju informa que o padre Gilvan José de Carvalho “encontra-se afastado de suas atividades ministeriais para tratamento psicológico, não exercendo atualmente funções pastorais em nenhuma paróquia ou instituição arquidiocesana. Assinada pelo Arcebispo Metropolitano de Aracaju, Dom Josafá Menezes da Silva, a nota também destaca “que serão apuradas a veracidade das informações divulgadas, com responsabilidade e prudência, para o discernimento das medidas canônicas cabíveis, conforme as normas e orientações da Igreja Católica.
Grande relevância
Já o site Grande Oriente do Brasil revela que a iniciação do padre foi amplamente destacada “por membros da comitiva do Eminente Grão-Mestre do GOB/SE, irmão Wolney de Melo Dias, sendo considerado um marco de grande relevância institucional e histórica, especialmente por remeter a importantes nomes da história brasileira e maçônica ligados ao clero, como Frei Caneca, Dom José Joaquim Azeredo Coutinho, Padre Joaquim Almeida, Frei Sampaio e Frei Montalverne, homens que em suas épocas também contribuíram para debates filosóficos, sociais e humanitários em favor da sociedade brasileira”.
O site prossegue informando que a iniciação representa um momento de quebra de paradigmas e reafirma a essência da Maçonaria enquanto instituição filosófica, fraterna e progressista, aberta ao diálogo respeitoso entre diferentes pensamentos, crenças e vocações, sempre fundamentada na busca pelo aperfeiçoamento moral e humano.
Segundo relatos de irmãos presentes, a sessão foi marcada por forte sentimento de pertencimento, emoção e valorização da Ordem, sendo considerada por muitos uma das noites mais emblemáticas vividas pelo GOB/SE nas últimas décadas.
Igreja proíbe
De acordo com a Wikipedia, A Igreja Católica não aceita que os seus fieis sejam da maçonaria e historicamente já se opôs radicalmente a esta sociedade secreta, devido aos princípios anticristãos maçônicos, em especial os deístas, humanistas ou iluministas. “Tendo iniciado a sua longa história de condenação pública quando o Cardeal André Hercule de Fleury, primeiro-ministro de Luís XV, a 14 de Setembro de 1737, proibia todas as reuniões secretas e, especialmente, a formação de associações qualquer que fosse o pretexto e qualquer que fosse a denominação”.
Foto: Instagram