
O delegado da Polícia Civil de Sergipe, Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes, assinado por um colega de trabalho na cidade alagoana de Delmiro Gouveia, afirmou que houve uma execução. Tio de Yago, Luciano Cardoso deu entrevista à TV Pajuçara, nesta quarta-feira, em frente ao Instituto Médico Legal (IML), onde esteve para os procedimentos legais da liberação do corpo do parente.
Para o delegado, a versão de que o policial Gildate Goes Moraes Sobrinho matou os colegas de profissão (além de Yago, foi assassinado o também policial civil Denivaldo Jardel Lira Moraes) durante um suposto surto não condiz com as evidências.
“Chamo atenção das autoridades de Alagoas, a Polícia Judiciária, o Ministério Público de Alagoas, para que tomem providências urgentes. Eu acabei de ver que o Yago Gomes foi assassinado. Ele foi executado com um tiro na têmpora, fatal. É assim que os assassinos matam, é assim que as pessoas que têm a coragem e a decisão de suicídio fazem. O tiro foi encostado. Se foi surto, porque ele não deu o tiro na cabeça dele?” questionou o tio em entrevista ao vivo para o Fique Alerta, da TV Pajuçara.
“O tiro da têmpora é aquele tiro de misericórdia. Os assassinos fazem, os executores fazem, pessoas quando querem se suicidar fazem, ou seja, na têmpora é fatal, não tem volta, a chance é zero [de sobrevivência]”, explicou o delegado sergipano após visualizar o corpo do sobrinho.
Luciano Cardoso não poupou palavras ao afirmar que o sobrinho foi executado de maneira covarde. “Agora ele pratica os crimes e sai correndo dizendo que está em surto, muito fácil isso. Requer, urgentemente, laudos psiquiátricos, para comprovar o comportamento dele e o que o estado fez. Se ele é doente mental, porque está na ativa ainda?”, questionou.
Ainda na entrevista, o delegado sergipano contou que esses não seriam os primeiros crimes do policial Gildate e cobrou celeridade na investigação.
“A informação que eu tenho é que ele já matou um colega há anos atrás, executou um preso dentro da viatura e que recentemente matou um cachorro. Será que a Corregedoria da Polícia Civil de Alagoas não tinha conhecimento desses fatos, porque que estava na ativa se era louco? Pelo que vi aqui, ele assassinou um policial [Denivaldo Jardel Lira Moraes] e Yago não concordando com a situação, ele foi lá e matou Yago para não ter testemunhas”, enfatizou o tio da vítima.
Cardoso levantou ainda outros questionamentos sobre os momentos que antecedem o duplo homicídio, em Delmiro Gouveia.
“Esse assassino estava dirigindo a viatura e do nada ele disse que estava passando mal e passa a condução da viatura para o Yago. Ele vai para trás e mata dois colegas, já que estava em surto, porque não se suicidou? Porque que ele deu um tiro encostado no Yago? Um tiro a menos de 5cm, na têmpora, um tiro de execução, covarde, assassino frio. Espero que a Polícia Civil de Alagoas tome as providencias urgentemente”, continuou, acrescentando sobre a índole do sobrinho. “O Yago era um menino tranquilo, de um equilíbrio emocional invejável. Um bom pai, um bom filho, um bom colega, um bom amigo”, disse.
Fonte: Site TNH1 (Fotos: Reprodução)