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Produtos da Ceia de Natal estão 16% mais caros

Ceia de Natal não escapa da carestia causada pela crise financeira

E nem a tradicional Ceia de Natal escapou da crise financeira que assola o país. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), órgão ligado a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os alimentos que compõem a mesa natalina vão deixar a festa 16,12% mais cara do que em relação ao ano passado.

O bacalhau (+43,28%) e o vinho (+24,57%) são alguns dos itens que ajudaram a elevar o índice que, no mesmo período, subiu mais do que a inflação média registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que foi de 10,39%, de acordo com a mesma pesquisa.  Nos supermercados, não é difícil perceber que os valores dos produtos subiram.

O tradicional peru, que faz parte da mesa de muita gente, pode ser encontrado a partir de R$ 11,98 até R$ 14,28, o quilo. O chester também estava na mesma faixa de preço. Utilizado como aperitivo e recheio, o queijo do tipo reino custava entre R$ 39,40 e R$ 59,90, o quilo. Bastante consumido, o panetone de frutas pode ser comprado por a partir de R$ 6,98 até R$ 11,85.

Mais presente na comemoração de ano novo, por considerar que traz prosperidade a quem o consome no réveillon, a lentilha pode ser encontrada a partir de R$ 3,98 em um pacote com 500 gramas. Outro prato que é muito apreciado, o bacalhau foi o que teve os preços que mais chamaram a atenção

No entanto, nenhum item da ceia natalina pegou os consumidores mais de surpresa do que as frutas cristalizadas, que chegavam a ser vendidas a partir de R$ 20. “Elas estão muito caras e, por isso, não devo comprá-las esse ano. Mas pretendo manter a tradição e realizar a ceia, mas com a retirada de algumas coisas para poder economizar”, contou a pedagoga, Edilene de Aragão.

Trocas

No entanto, a tradição do brasileiro com a Ceia de Natal tem origem nas festas que são realizadas nos países europeus e da América do Norte onde, nessa época do ano, as temperaturas são mais frias e há uma necessidade de consumo de alimentos mais gordurosos, diferentemente do Brasil, onde o clima está mais quente.

Por conta disso, a nutricionista, Amélia Duarte, alerta para que as pessoas sejam mais comedidas no consumo de alguns itens durante a ceia e até sugere algumas trocas para, além de ter um natal mais saudável, poder economizar. “As frutas secas, que de fato estão muito caras, podem ser trocadas por frutas da estação como melancia ou abacaxi. O queijo reino pode ser substituído pelo queijo prato, que é mais barato. Além disso, o peru e o chester podem trocados pelo frango, que está mais em conta”, explicou.

Fonte: Tribuna da Bahia

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