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Infestação do Aedes aegypti sofre redução em Aracaju

Os dados sobre a infestação do Aedes aegypti foram apresentados pela secretária Waneska Barboza

O resultado do quinto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) do ano em Aracaju foi apresentado, nesta segunda-feira (15), pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O levantamento, realizado entre os dias 10 e 16 deste mês, identificou um índice de infestação geral de 1,0, valor considerado de Médio Risco para surtos ou epidemias, o menor dos últimos cinco anos (não houve LIRAa em 2021 por conta de uma decisão judicial).

O objetivo do LIRAa é mapear a infestação do mosquito para nortear as ações de combate ao vetor, promovidas pelo município. No quarto LIRAa deste ano, Aracaju apresentou índice de 1,7. “Este é um resultado satisfatório que nos deixa muito alegres, porque isso é fruto de todo um trabalho que vem sendo feito ao longo de todo o ano, pela SMS e secretarias parceiras, mas continuamos preocupados e em alerta, porque a dengue, a chikungunya e a zika são endemias, ou seja, elas convivem conosco e não estão erradicadas”, afirmou a secretária da Saúde, Waneska Barboza.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Taíse Cavalcante, o período de maior ocorrência do mosquito na capital sergipana é durante o verão, por isso o resultado do próximo LIRAa, que será apresentado em novembro, é um dos mais fundamentais. No entanto, segundo a especialista, o bom resultado apresentado hoje é um passo essencial para que Aracaju alcance o índice de Baixo Risco até a próxima estação do ano.

LIRAa

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti pode ser classificado em três níveis: Baixo (de 0,0% a 0,9%), Médio (de 1,0% a 3,9%) e Alto (acima de 4,0%), e é realizado a cada dois meses, sendo uma ferramenta de monitoramento da presença do mosquito, transmissor das arboviroses dengue, zika, chikungunya. Com base nos dados, a SMS identifica os bairros com maiores índices para traçar e reforçar estratégias de combate, como fumacê costal, mutirões de limpeza, eliminação de focos e conscientização da população.

“O problema não está no fato da pessoa armazenar água, a gente entende a necessidade de algumas pessoas de terem depósitos com água reservada, mas é importante que essas pessoas, ao estarem reservando água, procurem manter esse recipiente muito bem tampado. Que pelo menos uma vez na semana façam a limpeza, tirando toda aquela água, passando um escovão nas paredes desse depósito para que evite um foco do mosquito Aedes aegypti. Esses cuidados simples podem nos ajudar, diminuindo a infestação do mosquito e, consequentemente, a diminuição no número de casos de dengue, zika, ou chikungunya”, orienta o gerente do Programa Municipal de Combate ao Aedes, Jeferson Santana.

Infestação por bairros

Dos bairros da capital, 23 foram classificados com Baixo risco de infestação e 20, com Médio risco. Seis bairros foram classificados com os maiores: Salgado Filho (3,4), Pereira Lobo (3,2), Jardins (2,9), Getúlio Vargas (2,9), Santos Dumont (2,0) e Porto Dantas (1,9).

O destaque desses números são os bairros Pereira Lobo e Jardins que, no LIRAa anterior, apresentaram índice de infestação 0, e Porto Dantas que teve queda considerável, tendo registrado índice de 3,4 no último levantamento.

Registros

Neste ano, em Aracaju, já foram registradas 3.317 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, sendo confirmados 1.167 casos, destes 793 de dengue, 343 de chikungunya e 31 de zika. Em comparação ao ano passado, houve queda de 70,6% dos casos de dengue, e 65,4% dos casos de chikungunya, sendo o único aumento registrado nos casos de zika, de 14,8%.

Principais criadouros

A análise mostra o crescimento expressivo com relação aos criadouros dentro das residências. Lavanderias, caixas d’água, tonéis apresentam crescimento de 16,3%, o maior registrado. Já em segundo lugar, vem os criadouros como vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso, com um aumento de 13,4%, em comparação ao quarto LIRAa. Já criadouros em entulhos e resíduos sólidos houve queda de 81,4%, e de 70,7% em criadouros em pneus, resultado do trabalho executado pela Prefeitura.

Fonte e foto: Secom/PMA

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