Senador diz não temer ser acordado com a PF batendo à porta
18 de maio de 2026
Sergipe tem previsão de céu com nuvens e chuvas fracas
18 de maio de 2026
Exibir tudo

ITPS alerta sobre risco causado por mel adulterado

Identificar se o mel é puro e se está contaminado não é uma tarefa simples

O mel contaminado ou adulterado pode causar diferentes problemas no organismo e provocar sérias complicações à saúde. Por isso, antes de consumir ou comercializar, é preciso que o alimento seja analisado. O alerta é do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS).

O mel puro, conhecido por seus inúmeros benefícios à saúde, é um alimento naturalmente produzido pelas abelhas e passa por processos simples como, extração, filtragem e envase. O processo correto deve manter a pureza e qualidade do alimento, sem adição de substâncias ou contaminações que possam prejudicar a saúde.

De acordo com o ITPS, se contaminado, o mel pode causar diferentes problemas no organismo. Os principais tipos de agentes que podem ocasionar a contaminação do produto são: a presença da bactéria Clostridium botulinum, resíduos de agrotóxicos, metais pesados e fungos.

A coordenadora do Laboratório de Bromatologia do Instituto, Karina Magna Leão, explica que, quando contaminado, o mel pode causar irritações nas vias respiratórias e desencadear reações alérgicas, principalmente em pessoas mais sensíveis a fungos como bolores e leveduras. “As análises são essenciais para prevenir riscos à saúde e são fundamentais para evitar problemas decorrentes do consumo de mel de origem duvidosa”, destaca.

Já a gerente de atividades técnicas do ITPS, Ana Virginia Figueiredo, adverte que bebês, especialmente menores de 1 ano, não devem consumir mel de abelha. Segundo ela, o mel pode conter esporos da bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo infantil. “Em adultos e crianças maiores, o sistema digestivo já é maduro o suficiente para impedir o desenvolvimento desta bactéria. Já nos bebês, o intestino ainda é imaturo, permitindo que esses esporos multipliquem-se e produzam uma toxina perigosa”, alerta.

Análises

A adição de mistura com açúcar ou amido ao mel é considerada uma adulteração, o que ocasiona redução dos benefícios do produto e pode prejudicar pessoas que necessitam controlar a glicemia.

A coordenadora do Laboratório de Bromatologia afirma que identificar se o mel é puro e se está contaminado não é uma tarefa simples, pois não é possível avaliar somente pela aparência do produto. “As características como cor e densidade variam bastante, o que dificulta a diferenciação a olho nu entre um produto genuíno e um adulterado. Por isso a importância das análises em laboratórios especializados, como o de Bromatologia do ITPS.

Além disso, são analisados parâmetros como umidade, acidez, teor de açúcares, hidroximetilfurfural, atividade diastásica, matérias estranhas e sacarose, garantindo que o produto esteja dentro dos padrões de identidade e qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura. “Esses critérios asseguram para que o consumidor receba um mel autêntico e seguro”, completa.

Parceria fortalece o setor

O apicultor e meliponicultor Ricardo Thairon dos Santos, presidente da Associação de Meliponicultores e Apicultores de Sergipe (Asmase), destaca a importância da parceria com o instituto e com o Governo de Sergipe para o fortalecimento da atividade no estado. “No ITPS, essa relação fez com que não só eu, mas outros colegas da associação, buscássemos mais profissionalização, evitando inclusive problemas sanitários aqui em Sergipe”, relata.

Ricardo também destaca a confiança nas análises realizadas pelo instituto. “Não tenho dúvidas sobre a qualidade dos serviços prestados. O corpo técnico do ITPS nos garante resultados confiáveis, o que reflete diretamente na qualidade do produto que oferecemos. O atendimento foi rápido e recomendo tanto para a população quanto para outros produtores”, considera.

Crescimento da produção

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção de mel em Sergipe vem em ritmo de crescimento. Em 2024, o valor da produção atingiu R$ 4,1 milhões, um aumento de 144% em relação aos quatro anos anteriores. No período, foram produzidas 192 toneladas, com destaque para municípios como Carira, Frei Paulo, Indiaroba, Japaratuba, Lagarto, Poço Verde, São Cristóvão e Tobias Barreto. Somente a Asmase registrou uma produção superior a 39 mil toneladas, em 2025, evidenciando a expansão da apicultura e da meliponicultura no estado.

Fonte e foto: Ascom/ITPS

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *