
A jornalista Clara Angélica, 77 anos, morreu, neste domingo (10), em um hospital de Aracaju, onde estava internada. O corpo da comunicadora e advogada está sendo velado na residência dela, à rua Engenheiro Jorge de Oliveira, 695, bairro de Atalaia, devendo o sepultamento acontecer, às 15 horas deste domingo, no Cemitério Santa Izabel, zona norte de Aracaju.
O professor doutor Jorge Carvalho do Nascimento escreveu sobre a morte da amigta: “Mal acordo neste domingo de dia das mães e leio as mensagens saudosas dos meus amigos Nestor Amazonas e Kim Moura, saudosos. A jornalista Clara Angélica Porto foi morar na eternidade. A talentosa e doce amiga nasceu no dia 18 de dezembro de 1949 e fez do pioneirismo a sua marca”, frisa.
Clara Angélica nasceu no dia 18 de dezembro de 1949 e fez do pioneirismo a sua marca. Jorge Carvalho escreve que a jornalista foi contratada pelo jornal Gazeta de Sergipe aos 16 anos de idade para atuar como colunista social”, revela.
E Jorge Carvalho prossegue: “Fazia referências aos socialites de sempre e aos novos ricos; entrevistava dirigentes de clubes sociais influentes, como Clodoaldo de Alencar Filho, à época presidente da Associação Atlética de Sergipe; casamentos dos filhos de famílias tradicionais; viagens de gente chic; aniversários; concursos de beleza; e, fatos da vida política e econômica.
Ainda em 1969, conheceu um norte-americano que estava trabalhando em Aracaju e um ano depois, casada, partiu com ele para os Estados Unidos da América, onde passou a viver e foi mãe de dois filhos. Sua última coluna foi assinada no dia 26 de agosto de 1970, dois anos e sete meses depois da sua estreia.
Na segunda metade da década de 80 do século XX, divorciada, voltou a viver em Sergipe. Clara Angélica foi subsecretária de Cultura do estado de Sergipe, no período em que o cargo de secretário de estado da cultura foi exercido pelo jornalista Joel Silveira. Clara também foi editora do jornal “O Que” e apresentadora da edição local do “TV Mulher”, na “TV Sergipe”, ao lado do jornalista Theotônio Neto. Toda a sua trajetória faz de Clara Angélica um nome muito importante na história do jornalismo sergipano, marcada sempre pelo pioneirismo”, concluiu.