
Fazer um mestrado — aquela pós-graduação para quem quer se aprofundar em uma área do conhecimento — está cada vez mais comum em várias partes do Nordeste. E isso tem fundamento na oferta. É o que mostra um estudo recente que coloca Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte entre os estados que mais formam mestres no país. E olha que a concorrência é grande: eles ficam atrás apenas do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking.
De acordo com especialistas, três fatores ajudam a explicar esse sucesso dos três estados nordestinos:
01 – Capilaridade das instituições – Universidades e faculdades têm chegado ao interior dos estados, levando cursos de pós-graduação para mais perto da população.
02 – Políticas estáveis – O fortalecimento da ciência, da pesquisa e do ensino superior tem sido uma aposta contínua (ou seja, que não muda toda hora). Isso dá segurança para quem quer estudar e para quem quer ensinar.
03 – Expansão com qualidade – Não é só abrir vagas. O crescimento também vem acompanhado de investimento na qualidade das pesquisas.
Mais mestres significa mais gente preparada para resolver problemas reais — na educação, na saúde, no meio ambiente, na tecnologia, na arte e no território onde vivemos. E quando isso acontece de forma capilarizada, ou seja, espalhada pelo país inteiro, os benefícios chegam a muito mais pessoas.
Veja na tabela abaixo como ficou o destaque nordestino entre os estados brasileiros:
| Faixa de mestres por 100 mil habitantes | Estados |
|---|---|
| Mais de 40 mestres | Rio Grande do Sul |
| Entre 30 e 40 mestres | Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná |
Fonte: Portal NE9