A esquerda de Sergipe não se une nem que a vaca tussa
1 de julho de 2025
Chuvas devem persistir em Sergipe até segunda
1 de julho de 2025
Exibir tudo

Transposição: marketing de Lula “vende” gato por lebre

Presidente Lula da Silva (de vermelho) durante visita à estação de bombeamento da EBI-3, em Salgueiro (PE)

O marketing do governo federal parece desconhecer que a transposição das águas do Rio São Francisco não beneficia em nada os sergipanos. Um colorido e bem recortado comercial que está sendo veiculado nas emissoras de televisão locais começa informando que a transposição “está quase pronta”, como se isso fosse um grande benefício para o estado. Não é! Alguém precisa dizer aos marqueteiros do Palácio do Planalto que a tal obra começa no município de Cabrobó, em Pernambuco, para o Eixo Norte. O Eixo Leste, por sua vez, tem início na região de Floresta, também em Pernambuco, portanto, bem distante de Sergipe.

Diferente do que propagandeia o governo do presidente Lula da Silva (PT), a transposição das águas do Rio São Francisco atende principalmente o Ceará, a Paraíba, Pernambuco e o Rio Grande do Norte. As obras incluem a construção de canais, aquedutos, estações de bombeamento, reservatórios e outros sistemas para levar a água do Velho Chico para as regiões beneficiadas. A transposição foi dividida em dois eixos principais: o Norte e o Leste. O primeiro atende municípios do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, enquanto o Eixo Leste foca em Pernambuco e Paraíba.

Sergipe foi contra

Em 2005, o então governador de Sergipe, João Alves Filho, levantou a voz contra o início das obras de transposição: “Nunca vi tanta incompetência, arrogância e insensatez na implantação de um projeto como este. O rio São Francisco vive uma tragédia. Não se pode pedir a doação de sangue de um doente internado na UTI. A transposição só atenderá 5% do semiárido e não visa principalmente o consumo humano, porém a irrigação de grandes projetos agrícolas”, protestou à época o saudoso João Alves Filho, o principal critico da bilionária obra.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *