

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 10 de março de 2026 o início do julgamento contra o suplente de deputado federal Bosco Costa (PL) e os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA). Os parlamentares são acusados de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares.
O caso será julgado pela Primeira Turma do STF e a relatoria é do ministro Cristiano Zanin. Segundo a acusação, suplente e os deputados faziam parte de uma organização criminosa e praticaram corrupção passiva ao solicitar R$ 1,67 milhão em propina ao então prefeito de São José do Ribamar (MA). Em contrapartida, teriam direcionado R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares de saúde para o município.
Josimar liderava o grupo
As investigações indicam que o grupo era liderado por Josimar Maranhãozinho, responsável por coordenar e controlar as emendas e por realizar os pagamentos aos demais participantes.
A acusação afirma ainda que Bosco Costa utilizava contas bancárias de sua esposa e de seu filho para efetuar repasses ligados ao esquema. O caso também contou com a atuação de lobistas e do agiota conhecido como “Pacovan”, assassinado em 2024.
Nas suas alegações finais, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a condenação dos três réus pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Além da prisão, solicitou a perda dos mandatos parlamentares dos acusados e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Fonte : Rede CNN Brasil (Fotos: Câmara dos Deputados)