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Sindisan denuncia que a Deso é usada politicamente

Sindicado acusa dois deputados federais de usarem a Deso politicamente

“A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) se encontra à beira do colapso, entregue aos interesses de grupos políticos e à desordem administrativa”. Essa grave denúncia foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Sergipe (Sindisan). Segundo a entidade, “a gestão da Deso, sob a batuta do governador Fábio Mitidieri, foi entregue a grupos antagônicos de Lagarto, transformando a Companhia em um verdadeiro balcão de negócios e cabide de empregos políticos”.

Em nota, o sindicato denuncia que o grupo político do deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos) “tem feito a festa com a contratação massiva de terceirizados. De acordo com o Sindisan, a deputada estadual Áurea Ribeiro (Republicanos) desfila pela Deso “como se sua casa fosse, chegando inclusive a abordar empregados de carreira para cobrar facilitação para seus apadrinhados”, frisa.

Controla aluguel de carros

A entidade sindical prossegue afirmando que o grupo de Fábio Reis (PSD), o outro deputado federal de Lagarto, “parece dominar a locação de veículos. Entra empresa, sai empresa, e todas são ligadas a este grupo político. Informações obtidas pelo Sindisan revelam que os sócios das empresas de locação de veículos já atuaram como assessores parlamentares deste deputado, o que demonstra o caráter político e direcionado dessas contratações”, revela.

“Essa briga por espaços políticos dentro da Deso é tão gritante e irresponsável que os empregados da Companhia já sofrem e podem ficar sem transporte”, afirma. O presidente da estatal, Luciano Goes, indicado para o cargo por Gustinho Ribeiro, é acusado pelo Sindisan de não querer assinar o contrato com a empresa de locação de veículos pertencente a um aliado de Fábio Reis.

O Sindisan diz possuir três denúncias prontas e bem embasadas, que serão protocoladas junto ao Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual para apurar atos de improbidade administrativa e má gestão. Além disso, uma denúncia específica será encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), focando no descumprimento do Acordo Coletivo e na terceirização irregular que precariza a categoria. O Sindicato informou, ainda, que estuda outras possibilidades jurídicas para salvaguardar os interesses dos trabalhadores da Deso e da sociedade sergipana.

Fonte: Sindisan

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