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Sindifisco acusa Secretaria da Fazenda de intransigente

José Antônio considerou intransigente a postura da secretária Sarah Tarsila

Não houve avanços na tentativa de abertura de negociação entre a diretoria do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco/SE) e a secretária estadual da Fazenda, Sarah Tarsila Andreozzi. O encontro para discutir as reivindicações salariais dos auditores aconteceu nesta sexta-feira (25).

De acordo com o presidente do Sindifisco, José Antônio dos Santos, mesmo diante de vários argumentos e alternativas apresentadas pelos dirigentes sindicais para garantir avanços na pauta da categoria, a secretária Sarah manteve uma postura “totalmente intransigente”, como classificou José Antônio.

Logo na abertura da audiência, os dirigentes sindicais reapresentaram a pauta completa da categoria, que inclui o pagamento do valor equivalente ao Bônus de Aumento da Produtividade (BAP) para aposentados e pensionistas, reposição salarial e alteração/aumento do valor da última referência da tabela salarial.

Proposta única

Em resposta às demandas, Sarah Tarsila foi enfática e afirmou que a única proposta no momento é a criação do já anunciado Incentivo à Modernização da Relação Fisco-Contribuinte (IMFC) e um acréscimo de cerca de 10% no BESF, com pagamento previsto apenas para 2026.

A secretária justificou a criação do IMFC — uma remuneração indenizatória com parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado —, afirmando que seria paga a todos os auditores fiscais e detentores de cargos, baseada em tarefas a serem cumpridas conforme portaria futura. Ocorre que o IMFC é considerado pela categoria uma gratificação divisionista, já que exclui os aposentados e pensionistas.

Durante a audiência, um superintendente da gestão tentou demonstrar, com dados e slides, que os auditores tiveram aumentos salariais acima da inflação entre 2023 e 2025, utilizando evoluções legais na carreira como justificativa para ganhos reais. Segundo o estudo apresentado, os servidores da SEFAZ, incluindo aposentados e pensionistas, “não teriam o que reclamar”, pois a criação do BESF, aliada a alterações na tabela, geraria “ganhos enormes”, o que justificaria o não pagamento dos valores devidos pelo BAP e a ausência de reposição salarial.

Vão à luta

O descontentamento do Sindifisco/SE é evidente: “Só nos resta a luta!”, afirmou José Antônio, destacando a insensibilidade do governo. Diante de impasse, o Sindicato está reforçando a convocação de auditores e auditoras para a Assembleia Geral Extraordinária, que acontecerá na próxima terça-feira (29/07). Além disso, os conselheiros estão convocados para a Reunião do Conselho de Representantes na segunda-feira (28).

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