
O volume financeiro do seguro residencial em Sergipe cresceu 19,49% em apenas um ano. Segundo dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o estado atingiu o montante de R$ 27,9 milhões no período. O avanço acompanha mudanças no perfil do produto, na percepção de risco das famílias e na forma de contratação.
Entre os fatores apontados para o crescimento está a ampliação das coberturas e dos serviços oferecidos pelas seguradoras. O seguro deixou de estar restrito a proteção contra incêndio e roubo e passou a incluir assistência 24 horas, com serviços como eletricista, encanador e chaveiro.
“O seguro residencial deixou de ser visto apenas como proteção contra grandes perdas e passou a ser percebido como um plano de manutenção do imóvel, utilizado no dia a dia”, afirma Gabriela Nóbrega, analista de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi Nordeste. Conforme dados do Sicredi, o pagamento de prêmios relativos ao seguro residencial registrou um aumento de 5,7% em Sergipe entre 2024 e 2025.
Custo mais baixo
Segundo a especialista, o custo relativo mais baixo em comparação a outros seguros também favorece a expansão. Enquanto o seguro de automóvel pode custar entre 3% e 6% do valor do bem, o residencial está na média de 0,1% a 0,3% do valor do imóvel, conforme as características do bem e o nível da cobertura contratada. Essa relação de custo-benefício tem facilitado a contratação, especialmente em períodos de orçamento mais apertado”, explica.
Outro fator associado ao crescimento é a maior percepção de risco diante de eventos climáticos extremos. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) indicam aumento nas indenizações por danos elétricos e vendavais nos últimos anos. Esse movimento, segundo a especialista, reforçou a busca por proteção patrimonial em diferentes regiões, incluindo o Nordeste.
Eventos climáticos
“Os eventos climáticos deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte do planejamento das famílias. Muitas decisões de contratação surgem quando o consumidor observa imprevistos próximos e percebe a necessidade de proteção”, afirma Gabriela Nóbrega.
A expectativa é de continuidade do crescimento, acompanhando mudanças no perfil do produto e na demanda por proteção patrimonial. O seguro residencial tem incorporado novos serviços e ampliado a base de clientes. “O setor vem evoluindo para atender um público mais amplo, incluindo famílias que passaram a valorizar a proteção do patrimônio construído ao longo do tempo. A tendência é de expansão com soluções mais completas e acessíveis”, afirma Gabriela Nóbrega.
Fonte e foto: Sicredi