
As mulheres representam 17,8% dos empregadores em Sergipe, segundo dados do IBGE. Em números absolutos, cerca de 8 mil mulheres estão à frente de negócios que geram empregos no estado. A proporção coloca Sergipe como a pior do país nesse indicador. O percentual revela uma diferença expressiva entre homens e mulheres no comando de empresas: para cada mulher empregadora, existem aproximadamente 4,8 homens na mesma condição.
A presença feminina entre empregadores costuma ampliar a inserção de outras mulheres no mercado de trabalho. Levantamento do Sebrae indica que cerca de 73% dos negócios liderados por mulheres possuem força de trabalho majoritariamente feminina. “Na prática, isso significa que o empreendedorismo feminino tende a gerar oportunidades para outras mulheres, criando redes de trabalho e renda dentro das próprias comunidades e ampliando possibilidades de mobilidade social”, afirma Joana Macêdo, assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste.
Para a assessora de Desenvolvimento do Cooperativismo na Central Sicredi Nordeste, o empreendedorismo feminino possui um efeito multiplicador dentro das economias locais, especialmente quando as empresas passam a gerar empregos. “Quando uma mulher empreende e começa a contratar, ela não está apenas ampliando um negócio. Em muitos casos, está criando oportunidades para outras mulheres que, por diferentes razões, encontram mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho”, afirma.
Diante dos dados que mostram a participação feminina ainda menor entre empregadores em Sergipe, Joana avalia que o cenário revela um desafio que exige continuidade nas iniciativas de apoio ao empreendedorismo feminino. “Os números mostram que ainda existe um caminho importante a percorrer para ampliar a presença das mulheres como empregadoras. Ao mesmo tempo, indicam o potencial de transformação que existe quando elas recebem apoio concreto para desenvolver seus projetos e expandir seus negócios”, afirma.
Fonte: Sicredi