

Em resposta à escalada brutal da violência de gênero no Brasil, o movimento Levante Mulheres Vivas convocou atos simultâneos em diversas cidades do país, a maioria deles previstos para esse domingo (7). Em Aracaju, a concentração da manifestação está agendada para às 8h30, na Orla de Atalaia.
Os números oficiais revelam um cenário de emergência nacional: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 21,4 milhões de mulheres sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) indicam que, somente em 2025, o Brasil já registrou mais de mil vítimas de feminicídio, são 4 mulheres mortas por dia.
A onda de mobilizações ganha força após a repercussão de uma série de assassinatos de mulheres, como o da estudante de pós-graduação Catarina Karsten, em Florianópolis (SC), morta por um homem de 21 anos após sair para caminhar na praia; e o ataque cometido por um ex-servidor do Cefet Maracanã, no Rio de Janeiro, que vitimou a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Costa Pinheiro, também servidoras da unidade.
Cenas causam indignação
Cenas que circularam nas redes também causaram indignação, como o atropelamento de Tainara Souza Santos, arrastada por 1Km na Marginal Tietê, em São Paulo. Ela precisou amputar as duas pernas e está internada em estado grave. A família diz que ela e o agressor tiveram um relacionamento breve. Enquanto o homem, que está preso, negou que a conhecesse.
A Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher, realizada pelo DataSenado e divulgada em novembro deste ano, revelou que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. O levantamento também apontou um dado preocupante: quase 6 em cada 10 mulheres relatam que as agressões ocorrem há menos de seis meses, enquanto 21% afirmam conviver com episódios há mais de um ano.
A taxa de omissão nestes casos também causa espanto. O estudo demonstrou que em 40% dos casos de violência, as testemunhas adultas presentes não ofereceram qualquer tipo de ajuda às vítimas. Em resumo, isso significa que cerca de 698 mil dos casos a mulher não estava sozinha, mas não recebeu apoio.
Fonte e ilustração: Portal da FUP