

Em greve desde o último dia 23, os auditores e auditoras fiscais tributários da Secretaria Estadual da Fazenda retornam, nesta terça-feira (31), à Assembleia Legislativa para fazer uma vigília enquanto os deputados apreciam os Projetos de Lei do governo concedendo reajustes salariais aos servidores. A categoria rejeitou o índice de 4.26% anunciado pelo Executivo sergipano.
Segundo o Sindifisco, a paralisação dos auditores e auditoras é uma reação da categoria ao tratamento dado pelo governador Fábio Mitidieri (PSD) que, sem abrir uma mesa de negociação, anunciou um reajuste linear de 4%,36% ignorando os demais itens da pauta de reivindicações. “O nosso Comando de Greve continua visitando os locais de trabalho para garantir a paralisação, enquanto aguarda uma solução por parte do governo para esse impasse”, afirmou o presidente do Sindifisco, José Antônio.
De acordo com o dirigente, após sete meses de espera, o governador realizou uma reunião apenas protocolar no início deste mês, sem abertura para diálogo real. “O reajuste anunciado unilateralmente é desproporcional, visto que as perdas acumuladas apenas na atual gestão já somam 7,35%”, explica José Antônio. Além das perdas recentes, a categoria pleiteia a recuperação de defasagens de gestões passadas, que chegam a quase 40%. A proposta do sindicato é que parte dessas perdas históricas seja restituída paulatinamente, junto à recomposição da gestão atual.
As reivindicações centrais incluem a recomposição salarial para 2026, conforme previsto na Constituição Federal; a transformação de gratificações em vencimento, visando garantir segurança jurídica para ativos e aposentados; e a devolução do Bônus de Atividade de Fiscalização (BAF) aos inativos e pensionistas.
Dando continuidade à agenda sindical, o SINDIFISCO/SE convocou uma nova assembleia geral para essa quarta-feira (1º) visando deliberar sobre os rumos do movimento grevista. A assembleia ocorrerá em formato híbrido (presencial e virtual), às 9h30, na sede do sindicato.
Denúncias de perseguição
Em pronunciamento pelas redes sociais, o presidente do Sindifisco afirmou que a força da greve é alimentada por um acúmulo de indignações. Ele citou a perseguição e o desrespeito aos aposentados, as condições insalubres de trabalho, a quebra de acordos e o não reconhecimento do direito à paridade para pensionistas. “O Fisco não teve revisão salarial em 2025 e recebeu a menor revisão entre todos os servidores em 2023 e 2026”, relembrou.
Fonte e foto: Sindifisco