
A Escola de Sampa Acadêmicos do Tatuapé entrou no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, para falar de reforma agrária, com o samba-enredo “Plantar para colher e alimentar: tem muita terra sem gente e muita gente sem terra”. Realizado na madrugada desse sábado (14), o desfile foi prestigiado por lideranças do MST e políticos, a exemplo do deputado federal João Daniel (PT).
Para tratar de um tema tão importante, a escola contou com a parceira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que mostrou, na prática, o resultado da divisão justa de terras, levando para o desfile duas toneladas de alimentos saudáveis produzidos pelas cooperativas do MST de São Paulo.
Abacaxi, melancia, macaxeira, pimentão e outros alimentos estavam no carro alegórico que encerrou o desfile. “Uma diversidade de produção feita pelas mãos do trabalhador sem terra”, exalta Carla Loop, da Coordenação Nacional do Coletivo de Cultura do MST. Depois do desfile, tudo foi doado à comunidade do Tatuapé.
Deputado e assentado
“Essa homenagem da Acadêmicos do Tatuapé simboliza compromisso permanente com quem planta, cuida e produz alimento saudável; com a preservação ambiental e com um projeto de país que coloca a terra a serviço da dignidade”, afirmou João Daniel. Ele ressaltou que participou do desfile “como parlamentar e como assentado, com uma vida dedicada à luta pela Reforma Agrária Popular, em defesa da vida, do meio ambiente e da soberania alimentar”, frisou.
Com este desfile, o MST celebra 30 anos de história nos carnavais de sambódromos. Em 1996, a escola Império Serrano desfilou na Sapucaí, no Rio de Janeiro, com enredo “E Verás Que Um Filho Teu Não Foge à Luta”. O samba homenageava o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho (1935-1997), coordenador da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida. Militantes do MST desfilaram em alas representando a reforma agrária.
Com informações do portal Brasil de Fato