

Empresas dos mais diversos setores da economia relatam um “apagão” de mão de obra, especialmente aquela mais qualificada — mesmo num momento em que a taxa de desemprego está na mínima histórica. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação está em 5,6%.
Um dos segmentos mais preocupados é a indústria. Uma sondagem recente divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 62% das empresas do ramo afirmam ter dificuldade em contratar mão de obra qualificada. Na visão do setor, o gargalo é exatamente a educação e qualificação do trabalho no Brasil, como indica Felipe Morgado, superintendente de Educação Profissional e Superior do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
“Isso é muito puxado pelas novas tecnologias e novos modelos no mercado de trabalho e está relacionado ao novo perfil que as empresas estão buscando: aquele profissional voltado a resolução de problemas complexos”, afirma Felipe. Segundo ele, o Brasil tem um problema histórico em que temos um percentual em crescimento, mas ainda baixo, de jovens concluindo o ensino médio com uma formação técnica.
Fonte: Rede CNN Brasil