
Um elefante-marinho-do-sul macho bastante jovem morreu dias após ter sido resgatado na Praia de Aruana, na zona sul de Aracaju. No momento do resgate o animal apresentava apatia, baixo escore corporal e sinais evidentes de debilitação, pesando apenas 44,7 quilos. O elefante-marinho-do-sul é o maior dos pinípedes, com corpo robusto, cabeça grande e nadadeiras anteriores pequenas. Machos adultos podem atingir 5 metros de comprimento e pesar até 4 toneladas.
Após avaliação de veterinários da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) e da empresa Mineral, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-SEAL), o elefante-marinho foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização da FMA. O óbito ocorreu após tentativas de estabilização e reabilitação realizadas por uma equipe multidisciplinar.
Os restos mortais do elefante-marinho foram encaminhados, neste sábado (23) para necropsia e coleta de material para exames complementares visando a identificação precisa da causa da morte. Segundo avaliação preliminar da equipe técnica, o óbito pode estar relacionado a um quadro de inanição e caquexia, condição caracterizada pela ausência de camada muscular e magreza excessiva. Durante o exame, constatou-se a ausência de conteúdo alimentar no estômago, indicando que o animal provavelmente vagou por um longo período sem se alimentar.
A coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, ressalta que Sergipe não é uma área de ocorrência natural da espécie, cuja distribuição regular concentra-se na região Sul do Brasil. “O elefante-marinho pode ter chegado ao litoral sergipano transportado por correntes marinhas. Além disso, por se tratar de um indivíduo juvenil, há a possibilidade de inexperiência em seu processo migratório e de caça, fatores que podem ter contribuído para a debilitação e posterior morte do animal”, explica.
Fonte e foto: FMA