

O maxixe é um alimento amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. De origem africana, a hortaliça foi trazida ao país durante o período colonial e rapidamente se adaptou ao clima tropical. Pertencente à mesma família da abóbora, do pepino e do melão, o maxixe integra um conjunto de hortaliças tradicionais da culinária brasileira, embora ainda seja pouco conhecido em outras partes do país.
Ele chama a atenção por sua casca fina e verde, coberta de pequenos espinhos macios e comestíveis — características que variam conforme a variedade. Seu formato é geralmente ovalado, lembrando um pepino menor e mais texturizado. A polpa é clara, suculenta e de sabor suave, o que facilita seu uso em diferentes preparos.
Do ponto de vista nutricional, o maxixe é um alimento de grande valor. É rico em fibras, fundamentais para o bom funcionamento intestinal e para promover saciedade. Contém vitamina C, que atua como antioxidante e fortalece o sistema imunológico, além de compostos fitoquímicos que ajudam a combater radicais livres. Seus minerais se destacam: o magnésio contribui para a saúde muscular e para o metabolismo energético; o potássio auxilia no controle da pressão arterial e na função renal; já o cálcio é essencial para ossos e dentes fortes. Com baixa caloria e elevado teor de água, o maxixe também favorece a hidratação e pode ser um aliado de quem busca alimentação leve e equilibrada.
Apesar do aspecto peculiar, o maxixe é extremamente versátil na cozinha. Ele pode ser consumido cru em saladas, preparado em ensopados de carne ou de peixe e até incorporado ao tradicional feijão, enriquecendo o prato com sabor e nutrientes. Cada vez mais valorizado por chefs e nutricionistas, o maxixe começa a conquistar espaço além de suas regiões de origem, despertando o interesse de consumidores em busca de alimentos naturais e funcionais.
Fonte: Revista Fórum (Foto: Reprodução/ Freepik)