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Cerveja e vinho também podem ser adulterados com metanol?

Adicionar metanol à cerveja não traria vantagens econômicas para os falsificadores

A recente onda de intoxicações e mortes causadas por bebidas alcoólicas contaminadas com metanol no estado de São Paulo acendeu um alerta entre os consumidores: seria possível que cervejas e vinhos, tão comuns nas mesas, bares e restaurantes, também estejam sob risco de adulteração? Mas, afinal, o que torna algumas bebidas mais vulneráveis à contaminação por metanol, e por que cerveja e vinho são menos propensos a esse perigo?

Bebidas destiladas, especialmente as produzidas de forma artesanal ou clandestina, são as mais suscetíveis a esse tipo de problema. A falta de controle rigoroso na fabricação e a possibilidade de manipulação criminosa aumentam significativamente o risco de contaminação. Já as bebidas fermentadas, como vinho e cerveja, apresentam um cenário bem diferente.

No caso do vinho, pequenas quantidades de metanol podem surgir naturalmente durante a fermentação, devido à presença de pectina nas cascas das uvas. No entanto, esses níveis são extremamente baixos e estão dentro dos limites seguros estabelecidos por regulamentações sanitárias.

Cerveja tem risco menor

A cerveja, por sua vez, tem um risco ainda menor, já que seu processo de produção, baseado na fermentação de cereais como cevada, não gera metanol em quantidades significativas. Além disso, adicionar metanol à cerveja não traria vantagens econômicas para os falsificadores, já que o custo dessa adulteração não compensaria o ganho.

Ainda assim, é importante ressaltar que nenhuma bebida está completamente imune à contaminação. Caso o metanol seja adicionado de forma deliberada diretamente em um copo ou garrafa, qualquer bebida. seja cerveja, vinho ou destilado, pode se tornar perigosa. Por isso, consumidores devem estar atentos à procedência do que consomem, optando por estabelecimentos confiáveis e verificando a integridade de embalagens.

O metanol, um tipo de álcool altamente tóxico, pode aparecer em bebidas alcoólicas de duas maneiras principais. A primeira é durante o processo de produção, especialmente em destilados como cachaça, vodca ou uísque, quando a destilação não é feita corretamente. Nesse caso, a fração inicial do líquido destilado, que contém maiores quantidades de metanol, não é descartada, resultando em uma bebida contaminada. A segunda, e mais preocupante, é a adulteração intencional, prática criminosa em que o metanol industrial é adicionado para simular um teor alcoólico mais elevado, barateando a produção de forma ilegal e perigosa.

Fonte: Revista Fórum

 

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