

Pela primeira vez em Sergipe, agricultoras e agricultores familiares terão financiamento específico para o plantio de milho criolo. Graças a uma parceria do governo estadual com o Banco do Nordeste, os recursos estarão disponíveis ainda este ano, durante os meses de plantio, que vai de abril a junho.
Segundo o representante do Movimento Camponês Popular (MCP), Felipe Calado, o uso de variedades crioulas diminui o custo de produção e contribui para a sociobiodiversidade. Já o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, reforçou a importância do plantio da semente crioula para a autonomia das famílias e avaliou o encontro como bastante proveitoso para a agricultura familiar sergipana.
“O cultivo das sementes tradicionais permite que sejam guardadas para plantios seguintes, o que diminui o custo de produção, além da necessidade de se produzir alimento com a qualidade necessária, com o menor impacto possível ao meio ambiente, e valorizar o conhecimento camponês, que maneja a sociobiodiversidade”, afirma Felipe Calado.
Interessados no crédito
O representante do MCP disse que, só ligadas ao movimento, cerca de 202 famílias cultivam o milho crioulo. A expectativa deles é apresentar ao Banco do Nordeste, no próximo dia 12 de abril, uma relação das famílias interessadas em acessar o crédito. André Bomfim se disse satisfeito em contribuir para essa conquista dos agricultores. “Que essa e outras ações possam fortalecer ainda mais a safra de milho no Estado, que em 2020 chegou ao recorde de 847 mil toneladas”, frisou o secretário.
Para projetos até R$ 15 mil, fora da área de Assentamento de Reforma Agrária, o Banco do Nordeste opera com a metodologia do Agroamigo, com microcrédito produtivo e orientado. Para projeto de custeio, com valor entre R$ 15 mil e R$ 20 mil, pode ser elaborado tanto pelo assessor do Agroamigo quanto por empresas de assistência técnica. No caso de custeios acima de R$ 20 mil, o agricultor vai procurar uma assistência técnica para elaborar o projeto e apresentar ao Banco.