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Auditores de Sergipe encerram greve de nove dias

Os auditores farão novas ações para pressionar o governo a atender suas reivindicações

Após nove dias de greve em defesa das reivindicações não atendidas pelo governo Mitidieri, os auditores e auditoras fiscais tributários encerraram o movimento nessa quarta-feira (2). A paralisação afetou o funcionamento de todos os serviços da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz/SE). Durante a assembleia que aprovou o fim da greve a categoria deliberou por manter outras formas de mobilização em defesa da pauta apresentada ao governo estadual desde 2025.

O encerramento da greve ocorreu após a Assembleia Legislativa ter aprovado os projetos de lei enviados pelo governo estabelecendo o reajuste salarial linear de 4,26% para o funcionalismo. Especificamente para o Fisco, o reajuste linear concedido foi de aproximadamente 4%. Segundo o presidente do Sindifisco/SE, José Antônio, a paralisação na Sefaz foi uma resposta direta à postura do governador Fábio Mitidieri, que anunciou o índice sem abrir mesa de negociação, ignorando os demais itens da pauta de reivindicações protocolada pelo sindicato. “Somente na atual gestão, as perdas acumuladas representam 7,35%”, afirma o sindicalista.

“O governo acha que as verbas que não observam direitos trabalhistas elementares — como o pagamento nos afastamentos legais e na aposentadoria — são ganhos para o Fisco. Essas verbas precisam ser aperfeiçoadas para garantir os direitos. Se o governo diz que foi uma questão de honra revogar o Bap Inativo, para o Fisco é uma questão de honra restituir esse direito aos aposentados e pensionistas”, afirmou o presidente do Sindifisco/SE.

Categoria unida

O dirigente avaliou que a mobilização foi fundamental para demonstrar a força e a união da categoria. “Seguiremos em frente com novas ações para continuar pressionando o governo. Com a greve, marcamos posição e reforçamos a importância da nossa pauta, mesmo que não tenha havido um efeito financeiro imediato além do anunciado”, pontuou.

O líder sindical destacou ainda o caráter político da vitória. “Ao longo da história, fizemos movimentos que não trouxeram resultados imediatos, mas que nos permitiram acumular força e respeito. Esses nove dias serviram para isso: foi uma greve vitoriosa pela união demonstrada. Foi um grito contra o desrespeito aos colegas no dia a dia, contra as perseguições, contra as péssimas condições de trabalho, contra as mentiras e contra a precarização dos direitos trabalhistas. Encerramos o movimento paredista, mas a luta continua por outras vias”, finalizou José Antônio.

Fonte e foto: Sindifisco/SE

 

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