

A solenidade de assinatura da ordem de serviço para a construção do Complexo Materno-Infantil Nossa Senhora de Lourdes, nesta sexta-feira (16), em Aracaju, serviu para deixar claro que os pré-candidatos governistas ao Senado, Alessandro Vieira (MDB) e André Moura (União), não desafetos e evitam se aproximar um do outro. Parceiros da chapa encabeçada pelo governador e pré-candidato à reeleição Fábio Mitidieri (PSD), os dois inimigos figadais fazem questão se serem flagrados pelos fotógrafos distantes um do outro.
Além do distanciamento físico, André não esconde que não vota em Alessandro nem a pau, pois sabe que também não será votado pelo parceiro de chapa. Delegado de polícia por formação, o senador Vieira passou boa parte do mandato criticando Moura, a quem chamava de “candidato a uma vaga no presídio” por este ter sido condenado a oito anos de cadeia por peculato, formação de quadrilha e desvio de recursos públicos. Na campanha passada para a Prefeitura de Aracaju, Alessandro explicou porque não votava na candidata Yandra Moura (União): “Não há possibilidade de eu injetar a minha energia, o meu esforço num projeto que entregue o cofre de Aracaju a André Moura”, que é pai da prefeiturável.
A questão é saber se durante a campanha os dois pré-candidatos ao Senado apoiados por Fábio Mitidieri vão permanecer distantes e sem trocar uma palavra sequer. Outra dúvida é se a maioria dos sergipanos votará numa chapa senatorial composta por dois inimigos, que passaram parte da vida se agredindo. Aliás, comenta-se nos bastidores que a chapa montada por Mitidieri não sobreviverá até as eleições. Aguardemos, portanto!
Foto: Secom/GS