

Na denúncia contra Renan Calheiros, Rodrigo Janot estampa num organograma as relações que exemplificariam o repasse de propina, solicitada por Sérgio Machado ao empresário Luiz Ramaldo, em contrapartida a contratos na Transpetro.
Ramaldo contou em sua delação ter doado 150 mil reais para Almeida Lima, de Sergipe. Para a PGR, não haveria razão para o repasse, já que o empresário não tem qualquer relação com aquele estado.
Janot destaca ainda que Almeida Lima é aliado de Renan e, um ano antes (2007), arquivou o processo contra o alagoano no Conselho de Ética pelo caso Mônica Veloso. Ricardo Saud, delator da JBS, confirmou que Renan pediu doações a Almeida Lima.
Da mesma forma, o empresário narrou o pagamento de outros 150 mil reais, a pedido de Machado, para a campanha de Leomar Quintanilha, que presidia a Comissão de Ética e ajudou a arquivar representações contra Renan.
Busca e apreensão
Em abril último, o secretário da Saúde de Sergipe, Almeida Lima, foi surpreendido por um mandado judicial autorizando busca e apreensão em sua residência, na zona sul de Aracaju. Agentes da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público federal disseram que estavam coletando provas de crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, entre outros. A ação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
Os policiais federais e representantes do MPF apreenderam na casa de Almeida Lima mídias eletrônicas como cinco HDs, CDs o notebook e o aparelho celular, além de R$ 9 mil e cinco cédulas de euro. Ouvido pela imprensa, o secretário da Saúde afirmou não ter sido constrangido pela inesperada “visita” matinal: “Existe um mandado de busca e apreensão e isso a lei estabelece, é legal e legitimo”, disse o investigado.
Com informações do Portal O Antagonista