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Comunidade LGBTQIA+ ganha operadora de celular

A população de homossexuais ou bissexuais é maior entre os que têm nível superior

A comunidade LGBTQIA+ passou a contar há exatamente uma semana com uma operadora de telefonia móvel focada em suas características. Lançada no último sábado (dia 10), a Todes Telecom reforça o conceito inclusivo com um modelo de serviço que pretende respeitar a maneira como cada indivíduo quer ser identificado na sociedade.

O nome da empresa sinaliza, logo de cara, que a operadora é para todos os gêneros, sem definir masculino e feminino. Esse pode ser considerado, sem dúvida, o pilar pelo qual a empresa quer ser reconhecida.

A ideia do negócio surgiu após a observação da relevância desse mercado consumidor atrelado as suas necessidades até então não totalmente supridas. “Aliamos a causa LGBTQIA+ a um setor que gera muitas reclamações, que é o da telefonia. Entendemos que a conectividade é um problema crônico e ainda maior para essa população, que tem suas especificidades”, aponta Eliezer Silveira Filho, consultor especialista de marketing da Todes.

Como deve trará-los?

Filho dá o exemplo das pessoas trans. “Como, em contato com esses clientes, a operadora deve tratá-los? Pelo nome que consta no documento ou pelo nome social? Aqui, o chamamos pelo nome que ele quer ser chamado, caso contrário acreditamos que estaríamos promovendo uma microagressão.”

Quem não faz parte dessa parcela da população, mas simpatiza com a luta pelos seus direitos, é bem-vindo na Todes. “Queremos cativar as pessoas, fazer com que elas incentivem as causas em que acreditam por meio de um serviço básico que a telefonia. Estamos trazendo aliados”, afirma o consultor.

O quadro de funcionários também é diverso. A operadora iniciou suas atividades com cerca de 65% de seus profissionais pertencentes à comunidade LGBTQIA+, que atuam tanto em funções operacionais e de gestão.

Nesse contexto, todo o ecossistema tem sido incentivado a desenvolver um olhar mais humano e inclusivo. Todas as camadas recebem treinamento e aprendem a linguagem inclusiva de gênero, sintetizada em um manual.

Além dos serviços de telefonia, a operadora possui projetos de apoio social por meio de parcerias com ONGs ligadas aos movimentos LGBTQIA+. A empresa se compromete a destinar 5% do seu faturamento mensal para as entidades parceiras.

Os próprios clientes também podem ajudar individualmente, uma vez que contam com a opção de utilizar seus cashbacks para realizar doações para essas organizações.

Planos para o futuro

Mal nasceu e a empresa já pensa em ampliar seu alcance no mercado. Além do serviço de telefonia, a ideia é passar em breve a disponibilizar serviços que agreguem olhar específico a essa população em frentes como jurídicas, de saúde metal e física.

Por enquanto, o foco é permitir que todas as pessoas – e por que não dizer “todes” – consigam se comunicar, transmitir conceitos e promover ativismo a um custo acessível. Há planos a partir de R$ 49,90, sem fidelidade.

Tendo em mente que o mercado LGBTQIA+ representa no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas, a pretensão da Todes é angariar cerca de 1 milhão como clientes.

“Queremos crescer como empresa, claro, mas nossa preocupação primordial é a qualidade oferecida a cada indivíduo. Somos uma marca para pessoas e nosso objetivo é ser ponte para o diálogo”, diz Filho.

Fonte: Jornal Metro

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