
Ela parece uma ilha, mas desaparece quando a maré sobe. No litoral sul de Sergipe, a Ilha da Sogra é um dos cenários mais curiosos da região. Imagine chegar de lancha a um banco de areia em formato de ferradura, cercado por águas tranquilas e localizado na região da foz do Rio Real. Agora imagine que, algumas horas depois, boa parte desse lugar fica novamente coberta pela água.
É assim a Ilha da Sogra, em Estância, no litoral sul de Sergipe. Este aprazível local é, na verdade, um banco de areia que surge durante a maré baixa. O formato de ferradura e o encontro entre rio e mar criam um visual que chama atenção de quem chega de barco.
De um lado, o visitante encontra as águas da região do Rio Real. Do outro, o mar aberto. Além disso, a ilha tem cerca de 1 quilômetro de extensão e praticamente não possui vegetação. Quando a maré sobe, o banco de areia fica novamente encoberto. Por isso, a tábua de marés é fundamental para quem pretende conhecer o lugar.
Como chegar
O acesso acontece por embarcação, principalmente a partir da Praia do Saco, em Estância. O turismo oficial do município confirma a existência de travessias de lancha para a Ilha da Sogra, Ilha do Sogro, Ponta do Saco e também Mangue Seco, na Bahia. A Praia do Saco fica a aproximadamente 65 quilômetros de Aracaju, segundo o portal de turismo de Estância. Os passeios podem incluir outras paradas, como a Ponta do Saco, justamente na região do encontro do Rio Real com o mar.
E quanto custa o passeio? Os valores variam conforme o roteiro, a embarcação e a época do ano. Como referência, levantamentos recentes de operadores e guias turísticos indicam passeios de lancha compartilhada ou privativa a partir de cerca de R$ 100 para uma embarcação de até cinco pessoas em roteiros mais curtos, enquanto roteiros que incluem outras atrações podem custar mais. Por isso, vale consultar os barqueiros e operadores locais antes de fechar o passeio.
Uma história curiosa
Uma das versões mais conhecidas conta que um pescador teria deixado a sogra no banco de areia e seguido para a cidade. Quando voltou, a maré havia subido e o local estava coberto pela água. A história faz parte do imaginário turístico da região e ajuda a explicar o nome curioso do lugar.
Fonte: Site NE9 (Foto: Divulgação)