

Sergipe promove duas festas para celebrar o dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Em Aracaju, acontece a peregrinação de fiéis saindo da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, no Bairro Siqueira Campos, em direção ao Santuário da Santa, localizada no conjunto residencial Bugio.
Já no município que tem o nome da homenageada, ocorre a 23ª edição da romaria, que sai do Povoado Queimadas, em Ribeirópolis e percorre 8 quilômetros até chegar à Praça da Igreja Matriz daquele município do agreste sergipano, devendo ser prestigiada por cerca de 120 mil fiéis. Ao longo dessa segunda-feira, serão realizadas 11 missas, além da tradicional romaria, procissão solene e celebrações que marcam o encerramento dos festejos religiosos de 2026.
Programação de Aracaju
06h — Missa dos Devotos (Celebrante: Frei Mário Sérgio, OFMCap.)
08h — Missa Solene (Celebrante: Frei Roberto Fernandes, OFMCap.)
08h — Saída da Peregrinação da Praça Dom José Thomaz (Siqueira Campos)
12h — Missa dos Peregrinos (Celebrante: Dom Jefferson Pinheiro)
16h — Missa Solene (Celebrante: Dom Josafá Menezes, seguido de Procissão Solene após a Santa Missa)
Milagre muda nome da cidade
Em Sergipe, um milagre mudou o nome de um povoado Maniçoba, que hoje é destino de romarias em homenagem à Padroeira. A historiadora Isabela Cruz conta que o filho de um dos fundadores da comunidade, José Torquato de Jesus, deixou a cidade aos 33 anos, em 1956, para viver em São Paulo, onde anos depois adoeceu.
O problema teria começado com um dente inflamado, situação que se agravou. José passou por especialistas, fez cirurgias e tomou medicamentos, mas sem conseguir a cura definitiva para o problema. Com o tempo, o inchaço tomou conta do pescoço, impedindo que ele se alimentasse. A família recebeu dos médicos a notícia de que a situação era irreversível.
A história é contada no livro ‘Nossa Senhora Aparecida, história, fé e identidade’, publicado em outubro de 2015 por três pesquisadores, entre eles Isabela, que é da família do fundador da cidade.
Segundo a historiadora, após o diagnóstico desfavorável dado a José Torquato, a família se uniu em oração e ele prometeu à santa que batizaria a cidade com seu nome caso fosse curado. Não há como datar a cura, mas ele teve melhora do quadro de saúde entre 12 e 30 de maio daquele ano e, então, cumpriu a promessa. A cidade foi oficialmente reconhecida com o novo nome em 24 de dezembro de 1975.