

Diante do que chamam de intransigência do governo Mitidieri, os professores da rede estadual decidiram manter a greve por tempo indeterminado, deixando sem aulas mais de 150 mil estudantes. Os grevistas cobram do Executivo que cumpra a decisão do Supremo Tribunal Federal mandando o Estado restabelecer a carreira do magistério. Reunida nessa quarta-feira (23), a categoria aprovou continuar de braços cruzados até, pelo menos, a próxima terça-feira (29), quando o movimento será reavaliado em uma nova assembleia.
Após a decisão pela manutenção da greve, os professores recepcionaram na sede do Sindicato da categoria, em Aracaju, os candidatos a governador de Sergipe que concordaram em assinar uma Carta Compromisso com a Valorização do Magistério Público Estadual. Assinaram o documento os postulantes ao Executivo estadual Valmir de Francisquinho (Republicanos), Tatiana Cristina (DC), José Helton (PSOL), Emanuel Cacho (PSDB) e Ricardo Marques (PL). O governador Fábio Mitidieri (PSD) não apareceu na sede do sindicato. Entre os pontos principais do documento está a garantia de cumprir, caso eleito, com a retomada dos escalonamentos da carreira do magistério de 40% a 100%, conforme estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal.
Na semana passada, uma Carta de Intensão apresentada pelo governo Mitidieri foi rejeitada pelos educadores por não sinalizar concretamente o compromisso de restabelecer o plano de carreira, de 40% a 100%, conforme a decisão do STF. “Nós entendemos que esse direito conquistado pela categoria precisa ser reconhecido pelo governo”, afirma o professor Roberto Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em educação (Sintese).