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12 de setembro de 2026
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Edison Carneiro, tradutor da literatura universal

Por Gilfrancisco*

Edison de Souza Carneiro (1912-1972), mais conhecido por seus estudos pioneiros sobre o folclore e as religiões de matriz africana, como tradutor confere um tom cru e profundamente simpático ao texto, aproximando a linguagem russa da realidade social. O que poucos sabem é que Edison atuou fortemente na tradução e difusão de textos políticos e culturais estrangeiros no Brasil na década de 1940.

A literatura norte-americana do século XIX passou por uma grande evolução, dividindo-se entre o Romantismo, o Transcendentalismo e o Realismo. O período foi marcado pela busca de uma voz nacional própria, influenciada por conflitos sociais como a escravidão e a Guerra Civil, e Aaron Bernard Magil ou A. B. Magil (1905-2003), morto aos 98 anos de idade, foi um escritor e crítico marxista conhecido por obras políticas, não por uma história acadêmica de referência sobre o século XIX literário, sendo frequentemente confundido com catálogos como “Magill’s Survey of American Literature”. Magil jornalista marxista, editor e panfletário associado a publicações de esquerda como o Daily Worker e a revista New Masses. 

Os Carteis – uma ameaça para o mundo de após-guerra, Rio de Janeiro, Edições Horizonte, 1945. Marxista notável, faz uma análise sobre os Cartéis, sua significação ontem e hoje e suas contradições dentro do sistema capitalista. “O monopólio capitalista, diz Magil, terá de funcionar numa nova contextura e o sistema capitalista terá de enfrentar, na paz, o desafio da produção e das oportunidades de emprego, que estabeleceu em tempo de guerra. Se o não puder fazer, o povo eventualmente, encontrará algum sistema que o possa”.

Boêmios Errantes, John Steinbeck (1902-1968) renomado escritor estadunidense, destacou-se pelo estilo naturalista, e por retratar a vida de trabalhadores rurais e pessoas marginalizadas durante a Grande Depressão. John Steinbeck recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção em 1940 e o Prêmio Nobel de Literatura em 1962. Esse romance é o primeiro sucesso de público de Steinbeck. Os triste anos pós-depressão pediam histórias leves e engraçadas, mas isso apenas não explica o sucesso dessas narrativas sobre Danny e seus amigos. O romance é lírico e apresenta a história da amizade de um grupo. Eles são unidos como Robin Hood e seu grupo, ou como o Rei Artur e os cavaleiros, e o autor diz um tanto jocosamente no prefácio, que publicou o livro para que no futuro os estudiosos não digam que esses personagens – tipos que ele conheceu em sua adolescência, diz ainda – são apenas lenda. Esses rapazes pobres, caçadores de mulheres e amantes do vinho, são paisanos: uma mistura de espanhol, índio, mexicano e várias espécies de sangue caucásico. Viverão juntos na já mítica casa de Danny, até o incêndio que dá fins a esse idílio. A tradução do livro foi publicada em 1973, pela Ópera Mundi, do Rio de Janeiro.

O Pecado do Mundo, publicado em 1934 pelo escritor francês Maxence Van Der Meersch (1907-1951), sendo o primeiro volume da trilogia La Fille Pauvre (A menina pobre – 1934), a obra tem forte inspiração biográfica na vida da classe operária e na trajetória da esposa do autor, retratando temas como miséria, culpa e a crueldade humana. Maxence destacou-se como um dos romancistas franceses mais importantes da primeira metade do século XX. Suas histórias focam no realismo social, retratando de forma corajosa os dilemas morais, a pobreza e a luta dos trabalhadores. No Brasil, o romance foi publicado em 1943 pela Editora Vecchi.

Maxence é um dos escritores que mais conquistou leitores na França na época das suas produções. Ninguém com o ele conseguiu descrever emotiva e verazmente a Paris anterior a grande guerra. Seus livros dolorosos e cruéis como a vida, amargos e irônicos como o nosso tempo, erguem ante nós, com alucinadora sensação de realidade, suas personagens de carne e osso. Em O Pecado do Mundo, Van der Meersch enfrenta a face moral da vida. Sabe o que é e quanto pode o meio, esse cenário onde o indivíduo é fatalmente lançado para representar o seu papel social.

Flecha Negra, autoria de Robert Louis Stevenson (1850-1894) é um romance histórico de aventuras, publicado em 1888. A trama se passa na Inglaterra no século XV durante a sangrenta Guerra das Duas Rosas. O jovem Richard “Dick” Sheiton busca justiça pela morte de seu pai. Ele se envolve com um bando de foras da lei conhecido como a Companhia da Flecha Negra. No Brasil foi publicado pela Editora Vecchi, em 1943. Robert Stevenson foi um dos maiores escritores do século XIX, célebre mundialmente por criar obras-primas da literatura de aventura e de terror psicológico como A Ilha do Tesouro e O Médico e o Monstro.

O Homem e seu Universo, foi escrito pelo jornalista inglês John Langdon-Davis (1897-1971), originalmente publicado em 1930, tendo sua edição brasileira publicada em 1941 pela Editora Companhia Nacional na coleção “Biblioteca do Espírito Moderno. O livro trata da história detalhada das visões científicas da humanidade, examinando a evolução do pensamento científico e filosófico desde a Grécia Antiga até as teorias de Albert Einstein.

O pensamento de John Langdon se revela na plenitude de seu desenvolvimento e da leitura desse livro experimental, saímos enriquecidos em nossos pontos de vista, em nossas cogitações, em nossas convicções e em nossos conhecimentos sobre este mundo em que vivemos. A obra de John Langdon-Davis é das mais profundas e proveitosas, constituindo um panorama científico rigoroso, accessível a todos, disciplinador e ordenador de ideias e conceitos.

Liza, a Pecadora, ou O Pecado de Liza é a primeira obra do romancista francês William Somerset Maugham (1874-1965) publicada em 1897. O livro nasceu das observações do autor enquanto ele trabalhava como estudante de medicina e obstetrícia em um bairro operário de Londres, nascendo o início de sua famosa carreira literária.

Nascido em Paris, o autor era filho de pais britânicos e muito cedo ficou órfão de ambos e foi criado por um tio rígido na Inglaterra. Maugham estou medicina no St. Thomas’ Hospital em Londres. Como parte de seu treinamento, atendeu a comunidade pobre na região empobrecida de Lambeth. As vivências duras e o contato direto com a realidade da classe trabalhadora, inspiraram diretamente a criação de Liza de Lambeth.

O sucesso inicial da obra deu coragem a Maugham para abandonar a medicina e se dedicar inteiramente à escrita. No Brasil, a obra foi lançada pela Editora Vecchi em 1943.

Casei-me com uma Feiticeira, romance póstumo do escritor norte-americano Thorne Smith (1892-1934), foi adaptado como filme de comédia dirigido por René Clair em 1942., com estrelas como Verônica Lake e Fredric March. A obra literária é uma ficção fantástica, cômica e bem-humorada por ironia, fantasmas e situações irreverentes para a época. A história gira em torno de uma bruxa do século XVII que retorna séculos depois para atormentar o descendente de seu antigo perseguidor puritano, acabando por se envolver em um romance turbulento e fantasioso. Thorne faleceu antes de concluir o manuscrito do livro, que acabou sendo finalizado pelo amigo Norman H. Matson, que teve publicação em 1941. O romance foi publicado no Brasil em 1944, pela Editora Vecchi do Rio de Janeiro.

Férias em Crome, é o primeiro livro do escritor britânico, Aldous Huxley (1894-1963), publicado em 1921. Trata-se de uma sátira irônica ambientada em uma mansão no campo, onde intelectuais, artistas e aristocratas expõem futilidades, amores não correspondidos e o vazio cultural do pós-guerra, antecipando temas de suas distopias. Portanto, o livro é uma sátira mordaz sobre o ócio improdutivo e os valores vazios da elite intelectual e da sociedade britânica no período entre guerras. No Brasil foi lançado em 1944 pela Editora Vecchi.

Amor, Supremo Amor, Christian Johann Heinrich Heine (1797-1856), importante poeta e escritor alemão do século XIX, com obras famosas como O Livro de Canções, Imagens de Viagem (série de relatos e ensaios sobre suas viagens) e Alemanha: um conto de inverno.

Filho de pais judeus, sobrinho de um banqueiro influente que o sustentou durante grande parte de sua vida, para depois excluí-lo de seu testamento. Heine frequentou várias universidades: de Gottingen, Humboldt de Berlim e de Bonn. Ostensivamente estudando direito, mas na verdade concentrando seus esforços e atenção na poesia e na literatura.

A poesia de Heine, romântico conhecido como o “último dos românticos”, alma e sensibilidade latinas, é toda delicadeza, doçura, encanta pela beleza do expressionismo lírico que a inspira e anima. Em Amor, Supremo Amor lançado no Brasil em 1942 pela Editora Vecchi, em boa tradução do renomado escritor baiano Edison Carneiro, estão reunidos vários contos de Heine como os do Intermezzo, Mar do Norte, Atta Troll, O Tambor Legrand, e a notável sátira contra os próprios alemães intitulada Germania. Acrescenta a este volume as “Impressões de Viagem” do poeta.

Breve Introdução a história da Estupidez Humana, do escritor norte-americano Walter B. Pitkin (1878-1953) foi publicado em 1932. Pitkin afirma que a estupidez pode facilmente ser provada como o mal social supremo, e tais fatores se combinam para estabelece-lo como tal. Em primeiro lugar          , o número de pessoas estúpidas é enorme. Em segundo lugar, a maior parte do poder nos negócios, nas finanças, na diplomacia e na política está nas mãos de indivíduos mais ou menos estúpidos. Finalmente, altas habilidades estão frequentemente associadas a uma estupidez grave. Breve Introdução à história da Estupidez Humana, é um livro único no gênero, cuja leitura se recomenda a todos aqueles, que por força das circunstâncias ou por franciscano pender de espírito, mantem contato diário com a onipresente e contagiosa estupidez humana. No Brasil foi publicada pela Editora Prometeu, de São Paulo em 1944. Houve várias edições, a 3ª é de 1959.

Os Amantes de Verona, (Romeu e Julieta), Paul Reboux (1877-1963), Coleção Os maiores êxitos da tela, Editora Vecchi, 1950. Escritor humorista, crítico literário e pintor francês (pseudônimo de André Amillet). Sua carreira literária foi diversificada, incluindo trabalhos como editor, crítico literário e gastronômico, romancista e autor de livros de história natural, biografias, relatos de vigem e livros infantis. As primeiras publicações de Rebooux foram pastiches em colaboração com seu amigo Charles Muler, e juntos publicaram três séries de (A Maneira de…), 1908, 1910 e 1913. Muler faleceu em 1914 e Reboux publicou uma quarta coletânea em 1925 e uma quinta em 1950.

Os Amantes de Verona, uma história de amor que mais tem comovido os homens através dos tempos é a de Romeu e Julieta. Pois é justamente essa grande história que Paul Reloux conseguiu transportar para um romance de leitura empolgante, numa edição bem cuidada e com estampas do filme sobre o mesmo livro. A tradução em língua portuguesa feita por Edison Carneiro e publicada pela Editora Vecchi em 1950, da edição originalmente francesa de 1939.

Portanto, de todas as histórias jamais contadas em prosa e verso, Romeu e Julieta é a que mais nos emociona. Sua extraordinária pungência reside nisso que é a narrativa excruciante de um grande encontro amoroso frustrado pelas forças ocultas do mal-entendido humano. Romeu e Julieta é a expressão artística de tudo o que, dentro de uma sociedade, se opõe a sua plena satisfação.

As Raças da Humanidade, Ruth Benedict (1887-1948) e Gene Weltfish (1902-1980), foi escrito em 1943 pelas antropólogas. O objetivo do livro era servir como guia educativo para as tropas dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra. O texto defende que todos os seres humanos pertencem a uma única família e compartilham a mesma estrutura corporal básica (com ossos e músculos), vindo de um grupo ancestral comum. O livro apresenta uma linguagem simples com ilustrações em forma de desenhos animados, o argumente científico contra as crenças racistas.

Ruth Fulton Benedict, antropóloga, pesquisadora universitária e folclorista norte-americana influente que abriu caminho para novos subcampos da antropologia cultural. Ruth foi uma das figuras mais eminentes da antropologia do século XX. Seus livros profundamente influentes continuam a ser obras indispensáveis nos estudos culturais.

Gene Weltfish, antropóloga e historiadora norte-americana que trabalhou na Universidade de Columbia de 1928 a 1953.

Literatura russa

A história do conto e do romance russo começa em 1840. Antes apenas surgiram algumas frágeis tentativas nos dois gêneros, e da evolução do conto dessa época até os nossos dias, podemos facilmente ajuizar lendo esses livros. O escritor, historiador e folclorista baiano Edison Carneiro traduziu e publicou contos clássicos da Literatura Russa na década de 1940, época em que integrou projetos editoriais voltados à divulgação dessas obras no Brasil.

O acadêmico Edison Carneiro ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), na primeira metade da década de 1930, durante seus anos de estudante na Faculdade de Direito da Bahia. Sua militância começou em Salvador, cuja célula comunista da Faculdade de Direito se reunia na casa do pai de Edison, apelidada de “Casa Brasil”, com a participação direta de Carlos Marighella (1911-1969) que na época já despontava como liderança comunista na Bahia. Diferente de outros militantes da época que deixavam de lado as pautas identitárias, Edison Carneiro usou o marxismo à defesa intransigente da cultura negra, dos terreiros e das religiões afro-brasileiras.

Sua atuação no oficio de tradutor e divulgador da literatura russa e soviética, foi um pilar fundamental para a formação ideológica, estruturação orgânica e “frentismo” cultural do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nas décadas de 1930 e 1940. Como um dos principais intelectuais orgânicos do partido na Bahia, ele utilizou o trabalho editorial para nacionalizar o debate marxista e aproximar a vanguarda artística na militância operária.

Deixando formalmente a militância ativa do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no ano de 1958, motivado pela crise existencial do partido entre os anos de 1956 e 1957, Edison desvincula-se da organização partidária, bem como a de expressiva ala de intelectuais e artistas da época, como os amigos próximos Jorge Amado (1912-2001) e Walter da Silveira (1915-1970), sendo motivado por um conjunto de fatores ideológicos, políticos e institucionais.

As revelações do Relatório de Nikita Khrushchev (1994-1971) no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) em que condenava oficialmente os crimes, os expurgos e o culto à personalidade de Josef Stalin (1878-1953), abalou profundamente a base de intelectuais do PCB. Dessa forma, Carneiro passou a concentrar seus esforços na formulação de políticas públicas de cultura, redirecionando seu foco para o Movimento Folclórico Brasileiro e para órgãos governamentais, culminando em sua nomeação para a direção da “Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, em 1961.

Vejamos algumas das suas traduções da literatura Russa:

Os Russos Antigos e Modernos

Histórica antologia, da coleção “Contos do Mundo”, 1º volume, são 6 novelas completas e 35 contos traduzidos por 40 escritores brasileiros. Editora Leitura, Rio de Janeiro, agosto de 1944. Na década de 70 a antologia foi reeditada pela Ediouro sob o título O Livro de Ouro dos Contos Russos, e em 2004 com o título de Contos Russos: os clássicos.

Vinte e seis e uma – Máximo Górki (1868-1936) é a história de vinte e seis homens, vinte e seis máquinas vivas, fechada numa cave úmida, presos a um trabalho ingrato de fazer biscoitos e bolos. De repente recebem a visita regular de uma menina, um anjo que lhe proporciona um momento especial do dia, e pelo qual todos esperam “empurrando-nos uns aos outros, e ela entra, tão alegre, tão encantadora, segurando o seu avental”. No final do conto, os homens em fúria, regressam ao seu mundo escuro da cave, sem mais réstea de esperança.

Esse conto foi incluído na antologia “Os mais brilhantes contos de Máximo Gorki, Rio de Janeiro, Edições de Ouro, 1969.

Os mais belos contos Russos dos mais famosos (autores 2ª série). Editora Vecchi, Rio de Janeiro, 1945.

Sobre o Amor – Anton Tchekhov (1860-1904), publicado em agosto de 1898 e republicado em 1903 nas obras completas, conta a história de como a razão e as convenções sociais destroem um sentimento verdadeiro. Tudo começa com o caso amoroso entre o cozinheiro da casa, Nikanor, e a criada Pelageya. Nikanor é um bêbado que frequentemente abusa verbalmente e até bate em sua amada quando está bêbado. Por isso, Pelageya só quer viver com ele sem casar, enquanto ele pensa o contrário. Lydia Avilova (1864-1943) afirma em suas memórias que em “Sobre o Amor”, Tchekhov relatou o relacionamento secreto que tiveram por dez anos.

Os Colossos do conto da velha e da nova Rússia.  Editora Mundo Latino, coleção “Contos do Mundo”, Rio de Janeiro, 1944.

O Baile, também conhecido como A Partida para a festa, de autoria da escritora judia-russa de língua francesa, Irène Némirovsky (1903-1942), publicado originalmente em 1930. A trama gira inteiramente em torno dos preparativos e da expectativa para uma grande festa de gala, funcionando como uma sátira social impiedosa e um drama familiar sufocante.

A tempestade de Neve – Aleksandr Pushkin (1799–1835). Segundo dos cinco contos que fazem parte da obra “Histórias do falecido Ivan Petrovich Belhin”, esse manuscrito foi originalmente concluído em 1830. Pushkin pretendia que fosse a última das histórias do volume, mas acabou por decidir trazê-lo mais para a frente. O conto, que contém doses equivalentes de comicidade e dramatismo, é considerado uma das obras-primas da Literatura Russa.

Noite de São João, também conhecido como Véspera de São João, Nikolai Gogol (1809-1852), é o segundo conto da coleção “Noites em uma Fazenda perto de Dikanka” que foi publicado pela primeira vez em 1930 num periódico literário russo e em forma de livro no ano seguinte. Nesse conto, Gogol utiliza motivos e descrições de costumes populares da antiga Rússia.

O Homem do estojo, Anton Tchekhov (1860-1904), publicado em 1898. A história foca em Bielikov, um professor de grego antigo, que tenta se isolar de tudo e de todos. Mesmo com bom tempo, ele usa galochas, carrega guarda-chuva e veste um casaco grosso. Ele guarda seus objetos (como o relógio ou óculos) em estojos especiais.

*Gilfrancisco é jornalista, escritor, Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal de Sergipe – UFS. Membro do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia e do Grupo Plena/CNPq/UFS e do GPCIR/CNPq/UFS 

gilfrancisco.santos@gmail.com

O texto acima é opinião do autor e não representa necessariamente o pensamento do site Destaquenoticias.

           

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