Aracaju terá marés altas a partir desta quinta
14 de maio de 2026
Exibir tudo

Barra dos Coqueiros: de povoado a município de Sergipe

Por Amâncio Cardoso*

Uma agradável experiência de contemplação da paisagem, desde Aracaju, ainda é observar a Barra dos Coqueiros, à margem esquerda do rio Sergipe e próxima a sua foz. A ilha fica fronteira à capital sergipana, separada do continente ao norte pelo rio Japaratuba; a oeste pelo riacho Pomonga e rio Sergipe; e a leste banhada pelo oceano Atlântico.

BLAEU, Johannes. “Praefectura de Ciriii, vel Seregirppe Delrey cum Itapuama”. In BARLAEUS, Caspar. Rerum per octennium in Brasilia et álibi gestarum. Clivis: Ex officina Tobiae Silberling, 1660.

O lugar era denominado, nos mapas antigos, de Os Coqueiros; depois Ilha dos Coqueiros; em seguida povoado Barra dos Coqueiros, ou Ilha de Santa Luzia; e finalmente, município de Barra dos Coqueiros. Vejamos, então, uma breve trajetória desta municipalidade sergipana.

Na segunda metade do século XVI, a “barra do rio Sergipe” era muito visitada por embarcações francesas, que vinham carregar suas naus com pau-brasil, algodão e pimenta da terra, auxiliados pelos Tupinambás, escreveu Gabriel Soares de Souza (1540-1591). O ancoradouro da Ilha dos Coqueiros deveria servir de abrigo aos piratas gauleses, que dali buscariam a ibirapitanga (pau-brasil). Ainda segundo o testemunho de Gabriel Soares, convinha fazer na barra do rio Sergipe uma povoação para “atalhar que não entrem ali franceses”.[1]

Em 1647, no tempo dos flamengos, a pequena ilha foi registrada no mapa manuscrito do cartógrafo neerlandês Joan Blaeu (1596-1673) como “Os Coqueiros”, com uma capelinha, na barra do rio “Çiriji”.[fig. 1] Inclusive, Blaeu representou no documento a primeira localização de São Cristóvão nos Coqueiros, e não no sítio onde está Aracaju, como defende a maioria dos historiadores. Quanto à capela no mapa, indica a presença jesuítica na região, povoada por etnias indígenas, a exemplo dos tupinambás.[2]

No século XVIII, a Ilha dos Coqueiros estava submetida à Freguesia de Santo Amaro das Brotas. Santo Amaro possuía capitão-mor da freguesia e de assalto. O capitão de assalto era Manoel Rodrigues, em 1717. Já o capitão da freguesia era Vicente Gonçalves Soares, em 1718. Os capitães de freguesia auxiliavam nas tarefas da justiça, acompanhando os juízes das câmaras nas tarefas cotidianas. Já o capitão de assalto era escolhido pela experiência militar e o conhecimento tanto das vias terrestres quanto das matas próximas às barras dos rios.[3]

No século XIX, em um mapa manuscrito anônimo, produzido em 1831, representando a topografia da província de Sergipe, vemos que a povoação dos “Coqueiros” já possuía algumas habitações junto à capela e à barra do Cotinguiba, como passou a ser denominado o rio Sergipe, formando um pequeno arraial.[fig. 2] Do lado oposto, vê-se o morro do Aracaju; a barra do Poxim; a capela da povoação de Santo Antônio do Aracaju; a praia da Olaria, onde seria construída a capital em 1855; e por fim a Atalaia, torre de madeira da marinha, com lanternas, para supervisionar o tráfego de embarcações na barra do Cotinguiba.[4]

Na área da educação pública, na “povoação da Barra dos Coqueiros”, havia aulas de primeiras letras de meninos desde 1849, com o professor Antônio Baptista Bitencourt. Ele fora advertido pelo presidente da província porque se retirou da Barra para então capital da província, São Cristóvão, para tratar da saúde, sem propor ao inspetor geral das aulas outro professor para substituí-lo.[5]

No âmbito econômico, ainda no século XIX, a Barra dos Coqueiros era o porto por onde passavam as embarcações com produtos comerciais do vale do Cotinguiba. Porém, ali se encontrava uma das barras mais difíceis para navegação. Mesmo assim, por ela passavam cerca de 75% do açúcar exportado por Sergipe em meados dos oitocentos.[6]

Um exemplo, dentre vários, do perigo de navegação na barra do Cotinguiba, ocorreu em 1850 com o naufrágio de um patacho (barco à vela de dois mastros), que saíra da Barra dos Coqueiros carregado de açúcar, com destino à cidade da Bahia.[7]

Quanto à fiscalização e cobrança de impostos gerais de exportação e importação, a Barra dos Coqueiros disputou a localização da Alfândega com o Porto das Redes, outra povoação no rio Sergipe, onde este órgão também já fora instalado. Uns defendiam a instalação da Alfândega na Barra por estar próxima à foz e à atalaia da Cotinguiba. Outros defendiam a localização alfandegária no Porto das Redes pela proximidade dos engenhos e dos portos de Maruim e Laranjeiras.

A escolha de um dos dois lugares era muito importante para se evitar o intenso contrabando de mercadorias que ocorria na principal barra da província. Depois de idas e vindas, a Tesouraria Geral informou à Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda do Império que decidiu instalar, finalmente, a Alfândega na Barra dos Coqueiros em 1851, principalmente porque o canal era mais profundo e mais largo do que no Porto das Redes para ancoragem das embarcações.[8]

Carta topográfica da província de Sergipe, 1831, dimensão: 52 x 56,5 cm, mapa manuscrito. CDD: 912.8141, localização original: ARC.023,04,011 – Cartografia. Custódia: Biblioteca Nacional (Brasil).

Após a decisão de instalação da repartição fiscal na Barra dos Coqueiros, o governo arrendou uma casa na ilha à Plácido José de Santa Ana, para servir provisoriamente de Alfândega. Pois, a edificação de um novo prédio sairia muito caro para os cofres públicos, porque na Barra dos Coqueiros não havia matas com madeiras e nem pedras para construção; ao contrário do Porto das Redes, conforme os opositores da localização da Alfândega na Barra dos Coqueiros.[9]

Além da Alfândega, a Mesa de Rendas, órgão responsável pela cobrança dos impostos provinciais, também foi transferida do Porto das Redes para a Barra dos Coqueiros em 1854. A iniciativa foi do presidente Inácio Joaquim Barbosa, com o objetivo de melhorar o serviço de fiscalização, cuja afinidade com a Alfândega promoveu a reunião no mesmo local dessas repartições.[10]

Mas, dois meses depois, em janeiro de 1855, o próprio Inácio Barbosa ordenou, mais uma vez, “com brevidade possível”, a mudança da Mesa de Rendas, da Barra dos Coqueiros “para a margem oposta do Aracaju, no lugar Olaria”, onde hoje se encontra a praça general Valadão, no centro histórico de Aracaju. Era um passo para a transferência da capital da província dois meses depois.[11]

Ainda no campo da economia, uma das mais importantes obras para o comércio da província envolvia a Barra dos Coqueiros. Trata-se da construção de um canal no riacho Pomonga, interligando os rios Japaratuba e Sergipe, no sentido de facilitar o escoamento das mercadorias, sobretudo o açúcar, passando pelo porto dos Coqueiros, para onde foram realocadas as repartições fiscais.

Assim, em 1853, iniciaram-se os trabalhos a partir do contrato com o empresário e líder político, Antônio José da Silva Travassos (1804-1872). A abertura do canal Pomonga facilitaria a navegação e o comércio de mercadorias entre os engenhos e vilas de Capela, Santo Amaro, Japaratuba, e o porto da Barra dos Coqueiros, onde foi construído o Trapiche “Travassos”, propriedade de Francisco José Travassos, filho do empreendedor do canal.[12]

Quando da construção de Aracaju, a partir de 1855, o Pomonga “muito serviu para a condução de quase toda a madeira da edificação da nova cidade”, escreveu o próprio Antônio José da Silva Travassos em seus apontamentos sobre a província. Tais manuscritos foram entregues ao Imperador Pedro II (1825-1891) quando visitou Sergipe em janeiro de 1860.[13]

Por falar na visita do Imperador, ele também esteve na Ilha com a Imperatriz Dona Tereza Cristina (1822-1889) e suas comitivas. No dia 13 de janeiro de 1860, no fim da tarde, a galeota imperial abicou “na ponte expressamente construída” para o desembarque de Suas Majestades na Barra dos Coqueiros. Essa “ponte”, ou atracadouro, era de madeira rija pintada de vermelho escuro, larga e espaçosa, ornada com “arcos majestosos tecidos de folha verde, com festões de flores atadas com fitas amarelas”, conforme descrição do relatório oficial da viagem.[14]

Aliás, aquele atracadouro na Barra foi destruído, e por não ter sido construído um monumento ali em memória do casal imperial, semelhante à “ponte do Imperador” em Aracaju, sugere-se que poderia ser edificado um novo atracadouro rememorando os ilustres visitantes, mas que também servisse às Tototós (típicas embarcações de madeira, movidas a motor), cujos barqueiros atravessam diariamente o rio Sergipe com moradores, visitantes e turistas, e ainda não possuem local digno de embarque e desembarque na Barra dos Coqueiros.

Ainda sobre a visita do casal imperial, antes de retornar no mesmo dia à noite da Barra para Aracaju, Suas Majestades assistiram à encenação da dança dos Payayás, teatralização que fazia alusão aos primeiros habitantes do Brasil. Essa etnia, do grupo linguístico dos Kiriris, ainda luta e resiste por seu reconhecimento e existência histórica, principalmente nos sertões da Bahia, onde desde o século XVII sofreu perseguições, guerras e esbulhos de terras promovidos por colonizadores portugueses.[15]

O Imperador Pedro II esteve na Barra dos Coqueiros pela segunda vez, no dia 16 de janeiro de 1860, para visitar o já citado canal Pomonga, obra então inacabada que visava a melhoria da navegação e do comércio provincial. Desta vez, ele foi no começo da manhã apenas com sua comitiva e autoridades locais. Após atravessar o rio Sergipe, o monarca foi da Barra dos Coqueiros ao Pomonga a cavalo. Chegou até o Porto Grande, à margem do Japaratuba, onde almoçou numa propriedade local.

 No fim da manhã, após ser recepcionado por moradores, o Imperador retornou pelo canal numa galeota (pequeno barco a remos), fazendo “minuciosas reflexões” a respeito da obra, acompanhado pelo engenheiro militar Sebastião Basílio Pirro (1817-1880), que levava a planta do Pomonga, além do projeto de canalização, encomendado ao famoso engenheiro civil Eusébio Stevaux (1826-1904), francês que viveu no Império desde 1851, sobretudo em São Paulo, onde faleceu.[16]

A proximidade da Barra dos Coqueiros da recente capital, Aracaju, possibilitou uma relação umbilical. Exemplo disso foi que durante a construção da cidade, a partir da segunda metade do século XIX, um certo comerciante da ilha, José Ribeiro de Souza, passou a vender “esteios” de madeira de primeira qualidade para a edificação da nova urbe. Certamente, essas madeiras viriam das matas da Cotinguiba ou do vale do Japaratuba, através do canal Pomonga, como testemunhou o empresário Antônio José da Silva Travassos.[17]

Por falar em construção, o fiscal da Câmara da Vila de Santo Amaro, Martinho José de Lima Coelho, pediu aos moradores da Barra dos Coqueiros, em 1855, que obedecessem às posturas municipais na hora de construir, respeitando o alinhamento das casas e ruas “a fim de não ficar esse Povoado [Barra dos Coqueiros] imperfeito”, sob pena de incorrer em multas. À época, a povoação da ilha era submetida a Santo Amaro das Brotas.[18]

O ordenamento das áreas de moradia era uma preocupação do século XIX, até para evitar as epidemias, a exemplo do cólera, que também vitimou moradores da Barra dos Coqueiros, entre 1855 e 1856. Neste período, noticiou-se que muitos habitantes da ilha tinham práticas consideradas anti-higiênicas: criavam porcos soltos, lavavam roupas de coléricos nas fontes de água pública e depositavam “imundícies” nos quintais.[19]

Passado o tempo tenebroso do cólera, o fervor católico na ilha aumentou. E a antiga capelinha foi ampliada em 1860, logo após a visita imperial, dando início a uma capela de alvenaria, dedicada à Santa Luzia. Assim, em 1861, “diversos habitantes do povoado da Barra dos Coqueiros” pediram ao governo mais subsídio para “darem incremento à capelinha”.[20]

Desde então, a população da Barra celebra em louvor à Santa Luzia. Anualmente, no dia 13 de dezembro, ocorre a festa religiosa, com “missa cantada, sermão e procissão”, como os festejos de 1908. Nessa época, a Empresa Fluvial pôs à disposição “vaporzinhos” para levar o público de Aracaju à Barra dos Coqueiros, atravessando o rio Sergipe. Até os dias atuais, a Paróquia da ilha, comemora com trezena e celebrações eucarísticas a “Festa de Santa Luzia”. [21]

Outro equipamento urbano importante para a povoação da Barra dos Coqueiros, além da capela, foi a construção do cemitério público. Em 1872, o governo autorizou o cidadão João Francisco de Menezes a dar início às obras da necrópole local.[22]

Por falar em cemitério, uma nota de jornal em 1883, chamou a atenção das autoridades sanitárias para um “abuso” que se cometeu pelo sepultamento do cadáver de um “bexiguento” (acometido por varíola) “no pequeno cemitério conhecido pelo nome de cemitério dos ingleses, situado no lugar chamado coroinha, ao sul da Barra dos Coqueiros”. A nota reclamava ainda da “insuportável exalação” no lugar. Nesse contexto, cemitérios clandestinos passaram a surgir devido à proibição das inumações nas igrejas após a epidemia de cólera em Sergipe entre 1855 e 1856.[23]

No início do século XX, além de cemitério e capela, a povoação da Barra dos Coqueiros já contava com uma escola pública primária e outra mantida pela Liga Sergipense Contra o Analfabetismo. Esta Liga, fundada em 1915 no Brasil, era uma sociedade particular de caráter filantrópico que mantinha uma rede de escolas de alfabetização. Aqui em Sergipe, foi viabilizada por membros do Instituto Histórico e Geográfico e pela Loja Maçônica Cotinguiba, a partir de 1916. A escola da Liga na Barra era mantida pela Colônia de Pescadores.[24]

Na seara agrícola, a Barra dos Coqueiros serviu de laboratório da cultura algodoeira em Sergipe. No governo Graccho Cardoso foi criada, em 1923, a Estação Experimental “Miguel Calmon (1878-1935)”, primeira no Estado, onde o governo arrendou extenso lote de terra para o cultivo científico do algodão com fibras de alta qualidade.

Para coordenar os trabalhos do “Departamento do Algodão” foi contratado o pesquisador do Texas (U.S.A), principal zona algodoeira norte americana, prof. Thomas R. Day, criador do algodão “Day’s Pedigreed”. Essa semente selecionada era distribuída para agricultores das zonas algodoeiras do Estado e os fardos com fibras da semente eram enviados às fábricas de tecido. Mas, em 1927, a Estação da Barra dos Coqueiros foi transferida para o povoado Quissamã, em São Cristóvão, porque ali as terras seriam mais propícias à cotonicultura de alto padrão.[25]

Na metade do século XX, a Barra dos Coqueiros, à época distrito de Aracaju, contava com escola pública, subdelegacia, posto médico, fonte de água, iluminação pública, agência postal, trapiche, estaleiro, salinas e fábricas de beneficiamento de coco. Assim, essa estrutura foi suficiente para elevar o povoado à categoria de município, emancipando-se em 25 de novembro de 1953. A Câmara e a Prefeitura foram instaladas em 1955. Além da sede, o novo município possuía três povoados: Atalaia Nova, Porto Grande e Olhos d’Água. A população da ilha girava em torno de 4 mil habitantes. [26]

Na segunda metade do século XX, a Barra tornou-se local de veraneio de muitos sergipanos, sobretudo de Aracaju, para usufruírem das praias, principalmente da Atalaia nova, atravessando o rio Sergipe em tototós e em balsas para veículos; e tempos depois em grandes barcos de ferro que saíam e chegavam nos terminais marítimos Aracaju/Atalaia Nova. Desde 2006, todo esse sistema está desativado por conta da construção da ponte Aracaju/Barra.

Fonte: Vista de Aracaju e Barra dos Coqueiros. Foto de Victor Adriano. Disponível em: https://commons.wikimedia.org. Acesso em: 05/05/2026.

Após a construção do Porto Marítimo Inácio Barbosa (1995) e da ponte Construtor João Alves (2006), o acesso à ilha foi facilitado. Desse modo, o município vizinho passou a fazer parte da zona de metropolização de Aracaju, o que trouxe benefícios tais como novas empresas, mais arrecadação, empregos e renda.

Contudo, também surgiram impactos socioambientais: explosão demográfica; intensa urbanização; aumento de veículos e menor mobilidade urbana; construção de condomínios fechados; devastação de coqueirais e consequente desertificação; diminuição de áreas de mangue e de mangabeiras, afetando as populações tradicionais de catadoras, marisqueiras e pescadores, bem como a atividade turística.[27]

Diante desse quadro, é preciso repensar de forma planejada e integrada o futuro do município e de sua zona metropolitana, para que a sociedade civil e o poder público possam eleger vetores primordiais de desenvolvimento. Com isso, teremos a esperança de que a ilha atraia um público em busca de hospitalidade e lazer profissionalmente organizados.

*Historiador   

Referências:

[1] SOUZA, Gabriel Soares de. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Rio de Janeiro: Typographia Universal de Laemmert, p. 43-44.

[2] BLAEU, Johannes. “Praefectura de Ciriji, vel Seregippe Delrey cum Itapuama”. In BARLAEUS, Caspar. Rerum per octennium in Brasilia et álibi gestarum. Clivis: Ex officina Tobiae Silberling, 1660.

[3] SIQUEIRA, Luís. p. 109. Homens de mando e de guerra: capitães mores em Sergipe del Rey (1648-1743). Salvador: UFBA, 2016. (Tese de doutorado em História). p. 109-110.

[4] CARTA Topográfica da Província de Sergipe, 1831. 01 mapa manuscrito; dimensão: 52 x 56,5 cm; CDD: 912.8141; localização original: ARC.023,04,011; Cartografia. Custódia: Biblioteca Nacional do Brasil.

[5] Correio Sergipense. São Cristóvão, 12 de setembro de 1849, nº 63. p. 02.

[6] Sobre os perigos da barra do Cotinguiba e o comércio marítimo do açúcar sergipano no século XIX, ver: ALMEIDA, Maria da Glória Santana de. Sergipe: fundamentos de uma economia dependente. Petrópolis: Vozes, 1984.

[7] Correio Sergipense. São Cristóvão, 19 de junho de 1850, nº 46. p. 01.

[8] ANDRADE, Amâncio João Pereira de. Relatório com que passou a administração da província. São Cristóvão, 19 de julho de 1851, p. 12-14. A Alfândega de Sergipe mudou de lugar diversas vezes: Laranjeiras, de 1836 até 1843; Barra dos Coqueiros, de 1843 até 1846; Porto das Redes, de 1846 até 1852; Barra dos Coqueiros, de 1852 até 1855 e, por fim, Aracaju, a partir de 1855. Ver: ALMEIDA, Maria da Glória Santana de. Sergipe: fundamentos de uma economia dependente. Petrópolis: Vozes, 1984. p. 38-39.

[9] Correio Sergipense. São Cristóvão, 1º de dezembro de 1852, nº 92. p. 02.

[10] Correio Sergipense. São Cristóvão, 11 de novembro de 1854, nº 84. p. 01.

[11] Correio Sergipense. São Cristóvão, 10 de janeiro de 1855, nº 02. p. 03; Correio Sergipense. São Cristóvão, 20 de janeiro de 1855, nº 05. p. 02; Correio Sergipense. São Cristóvão, 31 de janeiro de 1855, nº 08. p. 02.

[12] FRANCO, Luiz Antônio Pereira. Relatório com que foi entre a administração da província. São Cristóvão: Typ. Provincial, 22 de novembro de 1853. p. 26-28; Jornal do Aracaju, 02 de fevereiro de 1878, nº 921. p. 02.

[13] TRAVASSOS, Antônio José da Silva. Apontamentos históricos e topográficos sobre a província de Sergipe. Aracaju: S.E.C., 2004. p. 60. (1ª edição 1875).

[14] [SANTOS, Luiz Álvares]. Viagem Imperial à Província de Sergipe. Bahia: Typographia do Diário, 1860. p. 59-60.

[15] Para saber mais sobre a História da etnia Payayá, ver: SANTOS, Sólon Natalício Araújo dos. Conquista e Resistência dos Payayá no Sertão das Jacobinas: Tapuias, tupi, colonos e missionários (1651-1706). Salvador: UFBA/FFCH/PPGH, 2011. (Dissertação de Mestrado em História). 217p.

[16] [SANTOS, Luiz Álvares]. Viagem Imperial à Província de Sergipe. Bahia: Typographia do Diário, 1860. p. 115-117; CAMPOS, Eudes. O Engenheiro Eusébio Stevaux e a Arquitetura Oficial Paulista, 1877-1885. Revista da FAUUSP. São Paulo, n. 5 p. 49-59, abril de 1995.

[17] Correio Sergipense. Aracaju, 18 de agosto de 1855, nº 38. p. 04.

[18] Correio Sergipense. Aracaju, 15 de setembro de 1855, nº 42. p. 04.

[19] Correio Sergipense. Aracaju, 05 de dezembro de 1855, nº 57. p. 04.

[20] OLIVEIRA, Joaquim José de. Relatório da Tesouraria Provincial de Sergipe. Bahia: Typographia de Catellina, 1860; Correio Sergipense. Aracaju, 12 de março de 1861, nº 20. p. 01.

[21] Folha de Sergipe. Aracaju, 13 de dezembro de 1908, nº 163. p. 02; SANTOS Rafael. Paróquia Santa Luzia, na Barra dos Coqueiros, celebra Trezena e Festa da padroeira com o tema “Santa Luzia, testemunha fiel da Esperança!”. Disponível em: https://arquidiocesedearacaju.org/. Acesso em: 26/04/2026.

[22] Jornal do Aracaju, 26 de junho de 1872, nº 285. p. 01.

[23] O Democrata. Aracaju, 28 de abril de 1883, nº 132, p. 01. Sobre a epidemia de cólera em Sergipe e seus impactos sociais, econômicos e culturais, ver: SANTOS NETO, Amâncio Cardoso dos. Sob o signo da peste: Sergipe no tempo do cholera (1855-1856). UNICAMP/IFCH, SP: [s.n.], 2001, 237p. (Dissertação de Mestrado).

[24] LOBO, José Joaquim Pereira. Mensagem apresentada à Assembleia Legislativa. Aracaju, 07 de setembro de 1920, p. 24-25. CARDOSO, Maurício Graccho. Mensagem apresentada à Assembleia Legislativa. Aracaju, 07 de setembro de 1926, p. 82. Sobre a história da ação da Liga Sergipense, ver: SOUSA, Clotildes Farias. Liga Sergipense contra o Analfabetismo. Aracaju: SEGRASE, 2017.

[25] CARDOSO, Maurício Graccho. Mensagem apresentada à Assembleia Legislativa. Aracaju, de 1923 a 1926. A Estação Experimental do Algodão da Barra dos Coqueiros chamou-se Miguel Calmon porque foi esse político baiano, então Ministro da Agricultura, que apresentou o professor Thomas R. Day ao governador de Sergipe, Graccho Cardoso.

[26] BARRETO, Armando (Org.) Cadastro comercial, industrial e agrícola de Sergipe. Aracaju: Oficinas Gráficas da Escola de Aprendizes Artífices de Sergipe, 1933.   p. 418, 425 e 447; Mensagem do Governador, 1905. p. 33 e 78; FERREIRA, Jurandyr Pires (Coord.). Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. p. 248-252.

[27] Sobre a “feição metropolitana” de Aracaju, ver: FRANÇA, Vera Lúcia Alves. Aracaju: Estado e metropolização. São Cristóvão/SE: EDUFS, Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 1999. 253 p.

O texto acima é opinião do autor e não representa necessariamente o pensamento do site Destaquenoticias.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *