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Caminho dos Mares encerra caravana em Mangue Seco

Mangue Seco recebe etapa do Caminho dos Mares com foco em renda e inclusão produtiva

Como nas páginas de Jorge Amado, o Mangue Seco, no distrito de Jandaíra, na Bahia, não é só paisagem: é memória viva, resistência e uma das riquezas do nosso litoral nordestino. Foi nessas terras que o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), encerrou a segunda etapa do Caminho dos Mares. O encontro contou com a participação de pequenos empreendedores, pescadores, marisqueiras e artesãs da região.

A iniciativa é uma estratégia do programa Amazônia Azul e tem como objetivo impulsionar a economia do mar e as potencialidades locais, promover cursos de capacitação — principalmente para jovens e mulheres —, gerar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento sustentável nas regiões costeiras.

A coordenadora de Análises Territoriais da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR/MIDR), Ana Luísa Leal, expressou sua alegria em observar como a comunidade costeira está empolgada com as ações que serão desenvolvidas. “As pessoas vieram tirar suas dúvidas, falar das necessidades locais, compartilhar como é a realidade das famílias. Nossa missão no Caminho dos Mares é mais do que apenas divulgar o Programa Amazônia Azul, também estamos fazendo diagnósticos dos territórios”, comenta.

Claudia diz que mariscar é um momento de paz

Para Wandemberg Almeida, diretor de Fundos, Incentivos e Atração de Investimentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), ações como o Caminho dos Mares é fundamental para que a população compreenda e enxergue o potencial que existe na cadeia produtiva do mar. “A economia do mar vem crescendo bastante nos últimos anos. Isso mostra que é possível envolver o turismo, a cadeia do setor pesqueiro, as associações, as comunidades e as marisqueiras. Nós, juntamente com o MIDR, estamos conseguindo ajudar a população não só financeiramente, mas também tecnicamente, que encontra na economia azul seu sustento”, destacou o diretor.

O próximo destino do Caminho dos Mares é o município de Piaçabuçu em Alagoas, no dia 6 de maio, com atividades voltadas à população local.

De Sergipe a Mangue Seco

A sergipana Claudia Souza encontrou no Mangue Seco mais que um lar para sua família. É da vastidão de massunins, como são chamados os mariscos da região, que ela encontra o sustento da sua casa. Marisqueira e artesã, ela conta que aprendeu a mariscar com seus pais ainda criança e que o artesanato, a partir das conchas do marisco, é um dom divino que chegou para mudar sua vida.

Mais que uma profissão, Claudia compartilha que mariscar é um momento de paz interior. “Se eu pudesse definir em uma palavra o que o mar representa na minha vida, seria paz. Eu tenho minha companheira de rotina há 10 anos. Eu e a Clau mariscamos pela manhã e, no final do dia, quando a maré está baixa. A gente consegue aproveitar tudo daqui. Tiramos o marisco da lama, levamos para casa e fazemos toda a higienização para cozinhar o massunim e vender aos restaurantes da região”, explica.

Claudia ainda fala de como fica feliz quando os turistas compram suas artes. “A gente faz tudo com muito amor e ficamos muito felizes quando um turista vem, elogia nosso artesanato e leva para casa. É a arte do Mangue Seco indo para vários lugares do mundo”, acrescenta.

Fonte e fotos: G/F

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