

De braços abertos para a Cidade Mãe de Sergipe, ergue-se um dos maiores símbolos da fé, da história e da identidade de São Cristóvão. No alto do morro do São Gonçalo, um dos monumentos do Cristo Redentor mais antigos do Brasil celebra o seu centenário na próxima segunda-feira (26), marcando um período de presença constante na vida dos sancristovenses.
Construído entre 1924 e 1926 pelo então governador Graccho Cardoso, o monumento foi feito antes mesmo do Cristo do Rio de Janeiro e visava ser mais do que uma obra arquitetônica, desde a sua inauguração, se tornou um ponto de encontro entre gerações. Situado às margens da Rodovia João Bebe Água, o Cristo acompanha as transformações da cidade, mantendo-se como referência para quem nasce, vive ou visita São Cristóvão.
Ao longo desses 100 anos, o espaço sempre esteve presente no cotidiano do povo sancristovense. Seja nas celebrações religiosas, nas caminhadas de fé, nas festas populares ou nos momentos simples de contemplação ao pôr do sol, o Cristo de São Cristóvão nunca foi apenas um monumento: ele é parte da memória coletiva e do sentimento de pertencimento da população.
Segundo o historiador e diretor do Arquivo Municipal, Adailton Andrade, a importância do Cristo Redentor de São Cristóvão vai muito além do marco do centenário. “O monumento é um testemunho vivo da obra do escultor italiano Belando Bellandi, um artista de quem existem poucas obras no mundo. Ele foi o responsável por redefinir o Palácio do Governo, em Aracaju. Foi nesse contexto que Gracho Cardoso trouxe o artista para Sergipe”, destacou Adailton.
Fonte de foto: PMSC