

A Igreja Católica promove, nesta quinta-feira (1º), a procissão fluvial em homenagem a Bom Jesus dos Navegantes. Às 14 horas, a imagem sai da Catedral Metropolitana de Aracaju em direção à Ponto do Imperador, local de embarque para a procissão fluvial. Atualmente, a festa religiosa conserva a descida da imagem da Colina do bairroi Santo Antônio até a Catedral Metropolitana, bem como a tradicional procissão fluvial pelo Rio Sergipe.
Conduzido em uma embarcação principal, o Bom Jesus seguirá pelas águas, acompanhado por dezenas de barcos, canoas e veleiros, atravessando áreas tradicionais de pesca, passando pelo bairro Industrial, pela região próxima ao município da Barra dos Coqueiros e pelas proximidades da foz do rio, onde devotos aguardam em oração.
A Festa do Bom Jesus dos Navegantes é uma das mais antigas e significativas expressões de fé do povo sergipano. Sua origem praticamente se confunde com a própria história de Aracaju, que se tornou capital da província em 1855. De acordo com registros históricos e com a tradição oral, a festa teve início entre os anos de 1856 e 1857, sendo considerada por muitos historiadores como a principal manifestação religiosa dos primeiros anos da cidade.
A devoção nasceu entre os pescadores que habitavam o antigo povoado de Santo Antônio, região que hoje corresponde à Colina de Santo Antônio. Segundo a tradição, durante uma forte tempestade, esses pescadores clamaram ao Bom Jesus para que acalmasse as águas, assim como narrado no Evangelho. Do rio ou do mar, eles avistaram ao longe a colina com a cruz e confiaram sua vida à proteção do Bom Jesus. Atendidos em sua súplica, passaram a cultivar a devoção que deu origem à festa, cuja cruz é a mesma que até hoje segue em procissão.
Após o retorno à Ponto do Imperador, terá início a procissão terrestre, que percorrerá importantes vias do centro histórico de Aracaju, passando por praças e ruas tradicionais, até a subida final para a Colina do bairro Santo Antônio. A Festa do Bom Jesus dos Navegantes é um patrimônio religioso e cultural de Aracaju.
Fonte e foto: Cúria Metropolitana