

O Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) abriu oficialmente sua edição 2025 nessa quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, com uma programação totalmente dedicada a artistas pretos e às diversas expressões culturais afro-brasileiras. Promovido pela Prefeitura de São Cristóvão, o primeiro dia do festival reafirmou o compromisso com a valorização da identidade, da ancestralidade e da potência criativa, que ocupa e transforma os espaços históricos da Cidade Mãe.
Ao longo de todo o dia, a Praça São Francisco, o Centro Histórico e os diversos palcos do festival ganharam vida com ritmos, cores e narrativas que celebram a cultura negra em suas mais diversas expressões. Danças, cortejos, rodas de samba, poesia, literatura, teatro e manifestações de matriz africana marcaram a abertura da programação, convidando o público a vivenciar uma experiência de celebração, reflexão e reconhecimento do papel fundamental da população negra na formação cultural de Sergipe e do Brasil.
Entre os destaques da programação esteve a apresentação do Projeto Sambalá, do terreiro Alarokê, na Bica dos Pintos, que levou ao Fasc um repertório carregado de ancestralidade, espiritualidade e força coletiva. Para a coordenadora do projeto, Rita Avelar, a abertura do festival foi marcada por emoção e simbolismo. “É uma alegria imensa dar início ao Fasc, especialmente em uma data tão simbólica e representativa para todos nós. A energia do festival está maravilhosa: o público participando, muita gente se divertindo, turistas circulando pela cidade e os moradores recebendo todo mundo com muito carinho”, pontuou.
No Salão de Literatura, os escritores compartilharam suas obras, experiências e visões de mundo, ampliando o debate sobre representatividade e a necessidade de incluir mais narrativas negras na produção literária. A escritora e apresentadora Elisama Santos evidenciou a importância de discutir relações saudáveis e o bem-estar emocional dentro da perspectiva da população negra.
Os Cortejos Mestre Nega, Burundanga e Pífano São José também movimentaram a Praça da Bandeira, levando música, ritmo e ancestralidade às ruas. As apresentações conduziram o público a reflexões sobre memória, identidade e a força das tradições que seguem pulsando no território sergipano.
Sobre o Fasc
O Festival de Artes de São Cristóvão consolidou-se desde a década de 1970 como um dos maiores encontros culturais do Nordeste, reunindo artistas locais e de diversas partes do país em múltiplas linguagens artísticas. Após um intervalo em 2005, o evento retornou em 2017, reafirmando o papel de São Cristóvão como um importante polo de produção e difusão cultural no Brasil.
Com palcos espalhados pelo Centro Histórico e também em diferentes bairros, o Fasc oferece uma vivência completa, que integra música, teatro, dança, literatura, artes visuais, cinema e outras expressões, celebrando a riqueza cultural da quarta cidade mais antiga do país.
Fonte e fotos: PMSC