

Nos últimos três anos, o governo de Sergipe já tomou emprestado R$ 2,7 bilhões, volume maior do que os 2 bilhões que ficaram com o Estado em função da concessão parcial da água e saneamento com a entrega da Companhia de Saneamento de Sergipe – Deso. Esta comparação foi feita pelo editor do Jornal do Dia, jornalista Gilvan Manoel. O Executivo chegou aos quase R$ 3 bilhões em dívidas bancárias com a contratação de um novo empréstimo no valor de R$ 350 milhões.
Gilvan prossegue o comentário perguntando o que o governador Fábio Mitidieri (PSD) “fez com o dinheiro da venda da Deso?“. E o próprio jornalista responde: “Está aplicado no mercado financeiro. A justificativa do governo é de que a aplicação rende quase 15% ao mês, enquanto os empréstimos serão tomados com juros em torno de 6% ao mês, o que provocou dúvidas. Como é que um banco remunera uma aplicação a 15% ao mês e cobra 6% para liberar o mesmo valor como empréstimo?”, questiona Manoel.
Pobreza graça no estado
O comentários do editor do Jornal do Dia prossegue afirmando que “enquanto isso, em Sergipe, cerca de 1,076 milhão de pessoas vivem em situação de pobreza, o que equivale a 45,6% da população, conforme dados do IBGE de 2023. Outras estatísticas relevantes incluem cerca de 157,4 mil crianças e adolescentes em extrema pobreza, mais de 600 pessoas em situação de rua em Aracaju e, em 2024, cerca de 766 mil pessoas enfrentando insegurança alimentar leve e 314 mil, moderada”, frisa.
“Os R$ 350 milhões do mais recente empréstimo serão destinados à modernização tecnológica e a investimentos voltados ao fomento do desenvolvimento econômico, infraestrutura, aparelhamento e estruturação de ativos da Administração Pública estadual. O que poderia ser feito com os recursos já existentes”, escreve Gilvan Manoel.
O jornalista prosssegue lembrando que “todas as obras e serviços prometidos pelo governo para justificar os empréstimos poderiam ser executados com recursos próprios, sem o endividamento do estado. Mas o governador prefere contrair dívidas – inclusive para demitir pessoal – mantendo dinheiro vivo em caixa para torrar durante o ano eleitoral“, conclui.
Fonte: Jornal do Dia (Foro: PMG)