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A renúncia de mais um e o futuro do Club Sportivo Sergipe

Por Elton Coelho * 

O Maior do Estado – Club Sportivo Sergipe – vive dias de agruras. Cambaleante e sem destino certo.

É o mais bem pontuado em títulos e torcida, embora esteja perdendo espaço para rivais. É o mais autêntico clube de futebol de Sergipe, empatando apenas com o Cotinguiba se estivesse em atividade.

De uns tempos pra cá, como nasceu do remo nas águas do Rio Sergipe e se transportou para o futebol, parece querer voltar a disputar regatas e não bola.

Uma sucessão de brigas internas, recheadas de vaidades, visibilidade pra ascensão política, tramoias, falta de união, amadorismo e egocentrismo, pautam a vida do Maior do Estado. Ainda!

Acompanhei um pouco da gestão de Reinaldo Moura, quando ainda nem era Conselheiro, e via o desprendimento para fazer acontecer.

Presenciei uma fala dele, antes da pandemia, em transformar o Sergipe num clube com Centro de Treinamento, Estádio para com a oito mil pessoas, estacionamentos, lojas comerciais, alojamentos, campos extras, academia e mais. Foi conversa com a construtora Celi, bem adiantada, mas veio a pandemia.

De lá pra cá, passaram-se vários presidentes – Sílvio Santos, Carlisson, até chegar em Ernan Sena, que ganhou plenamente, mas a turma pequena, miúda que ronda o Sergipe, não o deixou em paz. Indispensável citar nomes, mas são os mesmos que votaram contra a eleição de Júnior Torres e outros trazidos por ele mesmo ao Conselho.

Após a renúncia de Júnior Torres devido a problemas administrativos e de cunho pessoal, eis que surge um misto dessa turma áspera pelo poder.

Clóvis Barbosa, irmão do claudicante Ramon e desejoso de poder, assume o Sergipe com sua boa fama de advogado, militante político, ex-conselheiro do Tribunal de Contas e respeitado.

Abriu caminhos, quitou algumas dívidas e já pensava numa SAF ou pareceria em torno de todo o patrimônio do estádio João Hora, que vale milhões numa boa troca. Reinaldo já pensava assim. Eu também.

Veio agora a realidade das brigas internas. As contas do presidente Ernan Sena – exercício de 2021, pasmem -, todas paradas de serem aprovadas em 2024, no fatídico dia 19 de março, voltou à cena sob meu comando, instado que fui à presidência do Conselho Fiscal.

Procurei a contabilidade do Sergipe, uma empresa privada cujo mandante Moreira, um abnegado torcedor, ainda está quase um ano sem receber pelos serviços prestados ao Clube.

Certifiquei-me que não houve corrupção, desvios de recursos, malversação de dinheiro do Sergipe à época, apenas situações onde uma entidade privada, empréstimos particulares, adiantamentos financeiros e outras fontes de renda, eram estimuladas a tocar o clube, face aos campeonatos Sergipano, Copa do Nordeste e do Brasil.

Ao colocar à apreciação das contas 2021 para o Conselho Deliberativo na última quinta-feira, 23, aprovadas com meu voto e do Conselheiro Edênio Murilo, tinha a certeza de que a paz voltaria a reinar no JH, além de abrir caminhos para SAF, parecerias, novos investidores.

Eis que, uma maioria insana – 16×13 – movidas por caráter pessoais, de paixão, de guerras internas e sob a justificativa ridícula de uma votação secreta – acolhe-se ao frágil argumento de tornar as contas de 2021 reprovadas para “passar a limpo o clube” e mudar os destinos do Sergipe.

Nada. Sem argumentos plausíveis às contas, corretas, aprofundadas e mostradas em público, o que fizeram foi uma jogada para desistimular um presidente incipiente – Clóvis Barbosa – parte de sua diretoria, além de tentar tomar o Sergipe na tora.

Lamentável a atitude motivadas por apenas problemas pessoais e de interesse de poder. O Sergipe é maior do que tudo isso.

Tenho plena consciência de que precisamos aprovar as contas de 2021, 22 e 23 para colocar o clube na rota da modernidade, mas por enquanto ele continua internamente com retratos das brigas de coronéis interioranos, onde mais vale é “ganhar no tapa, na bala, no grito ”, sem olhar o objetivo central: o Club Sportivo Sergipe.

* Elton Coelho é jornalista, presidente do Conselho Fiscal do Sergipe, bacharel em história e pós graduado em Planejamento e Gestão do Turismo.

O texto acima é opinião do autor e não representa necessariamente o pensamento do site Destaquenoticias

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