

Se o seu gasto no supermercado pareceu um pouco menor no mês passado, não foi impressão. Dados oficiais confirmam uma tendência de baixa nos preços dos alimentos essenciais, trazendo um respiro para o orçamento das famílias brasileiras, com destaque para as capitais do Nordeste.
A princípio, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente em parceria entre o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e a Conab (Central Nacional de Abastecimento), revelou que o custo do conjunto de alimentos básicos caiu em 24 das 27 capitais do país em agosto.
Enquanto o Nordeste comemora a queda, a pesquisa também mapeou onde a cesta básica pesa mais e menos no bolso do brasileiro. Em agosto, a capital com o custo mais baixo foi Aracaju (SE), onde a cesta básica saiu por R$ 558,16.
Para especialistas e representantes do governo, a queda generalizada não é por acaso. O presidente da Conab, Edegar Preto, atribui o resultado ao sucesso das políticas públicas federais.
“Essa notícia mostra o acerto das políticas públicas do Governo do Brasil quando optou em incentivar especialmente a produção de alimentos para o nosso mercado interno. E está aí o resultado, que é extraordinário. Baixou o preço do arroz, baixou o preço do feijão, baixou o preço da carne, baixou o preço do café. E isso mostra que nós estamos no caminho certo”, destacou.
A economista do Dieese, Patrícia Costa, corrobora a visão, afirmando que “os preços dos alimentos responderam bem às recentes ações implementadas pelo Governo do Brasil”.
Uma tendência de alívio
Apesar de altas pontuais em meses anteriores, a tendência de alívio para o consumidor também pode ser observada ao longo do ano. Goiânia, por exemplo, apresentou uma cesta 1,85% mais barata em agosto se comparada ao preço de janeiro. Brasília e Vitória também fecharam o período com leve deflação.
Fonte: Portal NE9 (Foto: Agência Brasil)